Pote de ouro no fim do arco-íris

O legal dos sonhos e das ilusões é que cada um tem o seu.

Uns sonham com carros novos, caros e velozes. Outros, com casas, haras, viagens, cruzeiros marítimos e etc.

Minhas amigas Arlete e Flora só querem se aposentar e não fazer nadica de nada.

Nem que fosse por alguns meses para depois enjoar e sair á procura de algo para fazer.

Mas sonham em acordar em plena segunda-feira e abrir seus lindos olhos, já marcados pelos mais de 40 anos, e poder fechá-los novamente se espreguiçando na cama.

Sabe aquela coisa de sentir peninha dos milhares de trabalhadores apertados nos meios de transporte coletivo enquanto você está livre de horários?

Não ter mais que conviver com pessoas de cara amarrada por estar há anos sem receber aumento de salário real?

Para elas, isso que é encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris!

Só que aposentadoria para os servidores públicos desse país isso passou a ser um sonho mesmo. Na verdade, um pesadelo.

Graças as mudanças no estatuto do servidor – votada em sua maioria pelo PT -, não basta ter 30 ou 35 anos de contribuição e serviços prestados é necessário ter a idade mínima de 55 anos para mulheres e 65 para os homens.

Ou seja, azar de quem começou a trabalhar com 13, 14 ou 15 anos.

E olha que já tem projeto para mudar essa aposentadoria para 65 anos para os dois.

Se você já reclama do serviço público imagine daqui pra frente!

Será que existe algum projeto de distribuição de quite funcionalismo?

Eles poderiam beneficiá-los com aparelhos de surdez, bengalas, e acompanhamento psiquiátrico. Não falo pela idade, mas sim pelo desrespeito ao servidor.

Considerar aumentos de 0,38 a 1,00 por cento como justo é no mínimo uma piada.

Mudar a legislação trabalhista com cobrança de pedágio após os 30 anos trabalhados é cobrar do servidor de carreira à culpa pela má administração e da falta de punição efetiva dos “ladrões do INSS”. Cadê o dinheiro roubado ao longo dos anos? Prender os culpados sem obrigar a devolução da “grana” é favorecer o crime.

Sair á público e dizer que o servidor público recebe 100% do salário sem dizer que esse salário a que eles se referem gira em torno de R$ 600,00 a R$ 800,00, que é a média do salário base do funcionalismo municipal e estadual em São Paulo, é no mínimo uma piada.

Não citar que além do desconto das instituições próprias eles pagam 11% para o INSS, do qual não usufruem, e que não tem saldo de fundo de garantia ao se aposentar é tapar o sol com a peneira.

Pior ainda, conversando com elas descobri que se gasta mais mantendo-as trabalhando do que concedendo-lhes a aposentadoria.

Elas ganham benefícios que cessam quando desligadas.

Ou seja, para cada servidor público trabalhando além dos justos 30 ou 35 anos de serviço o governo gasta mais.

Só nesse país mesmo!

O engraçado que essa nova lei não abraça os políticos, por quê será?

Bem, mas como eu não entendo nada de leis mesmo, só me resta desejar paciência á todos nós.

E boa sorte na hora de escolher seus candidatos amanhã.

Etelvina de Oliveira
Enviado por Etelvina de Oliveira em 04/10/2008
Código do texto: T1211742
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