Caminheiros - BVIW
Comecei a me perguntar agora: a gente é quem escolhe o caminho ou é o caminho que escolhe a gente?
O primeiro, compreendo que trata-se do livre arbítrio. Segundo a religião, Deus nos deu o dom de escolher entre o bem e o mal. A salvação da nossa alma depende exclusivamente das nossas atitudes. Para a filosofia, o livre arbítrio é sinônimo de liberdade, segundo René Descartes. E para a psicologia, a capacidade de escolha é atitude do são; a pessoa adoecida ou de psiqué de outra ordem, não pode agir e funcionar adequadamente, como o obsessivo-compulsivo.
Já no segundo caso - que nos dá a ideia de que são caminhos tortos - pensamos no sobrenatural, naquelas coisas que, acredita-se, já terem sido predestinadas. O determinismo é uma corrente filosófica que defende a ideia de que o livre arbítrio é uma ilusão e que todas as ações humanas são previsíveis e determinadas pela natureza. O neurocientista Robert Sapolski defende que as ações humanas são resultado de coisas que não se consegue controlar, como o ambiente e a biologia.
Caminhos tortos ou não, encontrar um caminho ou ser encontrado, tudo nos põe a caminhar, de um jeito ou de outro. Caminheiros que somos nesse mundão sem porteiras…