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Sertão

Não cantarei o sertão
Pois minha voz é fina e sem compasso
Mas  escrevo com grande entusiasmo
As grandes maravilhas do meu chão
A poeira que sobe do chao quente
Com a pisada do belo alazão

Na tapera que ficou abandonada
Me regresso aos tempos de menino
E reclamo com as valas do destino
Que me levou pra longe dessa terra
De ca eu nem  sabia das notícias
É a saudade batia descriminada
Sem saber que só aqui seria feliz
A distância fez a saudade eternizada

Esse sertão que um dia foi minha morada
Ainda sinto o cheiro desse chão abrasador
Só não canto por te o meu amor
Por que prefiro viver no anonimato
As areias desse chão é meu retrato
E a brisa dessa terra é o meu manto
Pois escrevo entre lágrimas derramadas
Esse chão que para sempre é  meu encanto

É  nessa terra onde o sol nasce primeiro
Que a caatinga floresce no sol quente
O valor do sertão ta nessa gente
Que resiste ao calor e a terra seca
E as marcas que o tempo lhe imprime
Pela lida de um trabalho cansativo
O sertanejo segue firme e apaixonado
Sem pensar de sair do seu recanto
Ao lembrar do meu sertão eu choro tanto
Minha alma fica pronta pro regresso
O coração bate no peito mais esperto
E no meu rosto rola as lágrimas do meu pranto.

Luis silva
Enviado por Luis silva em 24/07/2020
Reeditado em 24/07/2020
Código do texto: T7015502
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Luis silva
Eldorado dos Carajás - Pará - Brasil, 47 anos
168 textos (4332 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 23/09/20 14:15)
Luis silva