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Bom é se fingir de morto


Em tempos de pandemia
Melhor é ficar de molho
E deixar aberto um olho
P'ra evitar patifaria
Acorda Dona Maria
Acorda seu Zé, Joaquim
O diabo quer dindim
Pratica a demagogia...

Põe todo mundo no rolo
E leva o lucro do dolo
A quem pensa que é esperto
Ajeita cova em deserto
Quer que o circo pegue fogo
Porque quer ganhar o jogo
Faz micagem, muita afronta
Mas na surdina ele apronta...

Ameaça e faz banzé
Mas adora dar olé...
Amarga tanto a sua vida
Que sua fama é conhecida.
De tolo nunca tem nada
Mesmo se faz palhaçada.
Mesmo o ato trapalhão
É pra chamar atenção.

Leva tudo de vencida
Com a turba ensandecida.
Não se curva e na opressão
Faz manobra de gavião
Diz que não, depois que sim
Para salvar o seu rim.
Faz tudo pelo reinado
 Diz que é Deus e o Diabo.

Nunca se faz de rogado
E se diz abençoado
Tantas faz, se se dá mal
Fala em rede nacional
O mal que nos extermina
Diz que é coisa de menina
Assassina é a sua mente
Venenosa e vil serpente.

Proteja a sua carcaça
Senão vai virar fumaça.
Não deixará ninguém ir
Quer todo mundo a dormir...
Tudo fará por poder
Até matar ou morrer.
Melhor mesmo é se cuidar
Fingir-se morto e rezar.

ANA MARIA GAZZANEO
Enviado por ANA MARIA GAZZANEO em 14/04/2020
Reeditado em 15/04/2020
Código do texto: T6917340
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
ANA MARIA GAZZANEO
Bragança Paulista - São Paulo - Brasil
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ANA MARIA GAZZANEO