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Abra as grades e me bote para fora

Eu que sempre vivi em liberdade
Vivo hoje sentindo a falta dela
Tô privado trancado numa cela
Tô vivendo aqui pela a metade
Eu confesso que foi fatalidade
Pois o medo me fez matar primeiro
Só não façam de mim um pistoleiro
Que não sou, nunca fui e não serei.
Eu confesso que matei e só matei
Com medo da morte companheiro

Ao ouvir sua voz gritar tremendo
Como quem implorava pela a vida
Senti medo de perder minha querida
Comovido pela dor saí correndo
Deparei -me com o mal lhe remoendo
Não contive a emoção e atirei
Logo após seu Doutor eu me entreguei
Pra pagar pelo o ato cometido
Se não mato meu amor tinha morrido
Pago preso pela a vida que salvei

Quem de perto ouvisse o que eu ouvi
Com certeza não iria suportar
Ouvi gritos implorando pra parar
Não me toque por favor me deixa ir
Um canalha insistindo em prosseguir
Tentando abusar com violência
Seu Doutor me faltou a paciência
E eu entrei furioso lá  na sala
Faltou voz, fiquei cego, faltou fala.
Mais tomei do meu jeito providência

Só eu sei o que passei naquela hora
Compreende quem um dia já passou
Sabe o peso da Cruz quem carregou
Vim morar onde a maldade mora
Abra as grades e me bote para fora
Preciso ser de novo passarinho
Retornar a viver lá no meu ninho
Mais se ver que não sou merecedor
Tranque as grades feche as portas pro amor
E me deixe morrer aqui sozinho.

Diosmam Avelino- 25/11/19
DIOSMAM AVELINO
Enviado por DIOSMAM AVELINO em 26/11/2019
Código do texto: T6804657
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
DIOSMAM AVELINO
Arcoverde - Pernambuco - Brasil, 42 anos
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