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Poesia um amor sem explicação

Eu amo a poesia,
e não sei como explicar,
quando eu começo a declamar,
me emociona, me contagia,
me dá essa alegria,
uma enorme satisfação,
do fundo do meu coração,
me deixando tão satisfeito,
de tal forma, de tal jeito,
que não tem explicação.

Eu amo a poesia,
feita com inocência,
que nem mesmo a ciência,
e toda sua sabedoria,
se quisesse explicaria,
de onde vem tanta emoção,
deste caboclo, lá do sertão,
tão sofrido, mas trabalhador,
e que glosa com um amor,
que não tem explicação.

Eu amo a poesia,
feita de forma tão matuta,
inteligente e mui astuta,
de Pinto e sua cantoria,
do Jessier que com maestria,
traduz o matuto lá do sertão,
por Dedé tenho admiração,
Antônio Pereira meu professor,
e dele sou tão admirador,
que não tem explicação.

Eu amo a poesia,
das minhas primas alampeanas,
que de forma tão soberana,
declamam com veracidade,
e tamanha propriedade,
o amor pelo sertão,
aquele pequeno torrão,
“o lugar onde vivo”
lugar que fui nascido,
que não tem explicação.

Eu amo a poesia,
e toda sua beleza,
que feita com delicadeza,
ou o labor do dia a dia,
quer tristeza, quer alegria,
quer do amor, quer da paixão,
dos desenganos do coração,
nos deixando entristecidos,
realmente! Estou convecido,
que não tem explicação.
Agostinho Jales
Enviado por Agostinho Jales em 28/08/2019
Código do texto: T6731635
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Agostinho Jales
Guara I - Distrito Federal - Brasil, 41 anos
39 textos (795 leituras)
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Agostinho Jales