HORIZONTES DA POETICIDADE



Nas letras das mais belas canções
Na fé de muitos romeiros
No sentido das devoções
E nos aboios de muitos vaqueiros
Relembrando lindas composições
E a história de um sanfoneiro
 
Nascido no dia de Santa Luzia
Gonzaga tinha o Nordeste em seu coração
Aos sertanejos levou muita alegria
Nas músicas expressava sua emoção
Fez do sertão a sua poesia
Mostrando a arte em cada canção
 
Afilhado de Padre Cícero Romão
Juazeiro do Norte sempre lhe abençoou
Cantava o xote, o xaxado e o baião
Tinha grande respeito pelo agricultor
Fez de sua habilidade com o acordeão
Um brilhante caminho que o consagrou
 
São os caminhos de um sanfoneiro
Que tinha na alma, a grandiosidade
Cantava a cultura de um povo guerreiro
A luz mais intensa da sinceridade
Percorrendo com talento, o país inteiro
Plantando a esperança e a fraternidade
 
Com persistência e determinação
Encontrou na música, o seu destino

Tinha verdade em seu coração
E a autenticidade desde menino
Usando a poética de cada sertão
Fez da música, a voz do nordestino
 
Cantou a luta e a resistência
Em “Asa Branca”, uma linda canção
Em “Vida de viajante” mostrou pertinência
Um cenário de saudades e recordação
No “Xote ecológico” propôs com urgência
A necessidade de preservação
 
São poesias que fazem reflexão
Do Nordeste e sua identidade
Um olhar direcionado para valorização
Trilhando os caminhos da integridade
O nosso querido rei do baião
Mostrou os horizontes da poeticidade




OBSERVAÇÂO:
A pintura é do artista plástico cearense Ruy Relbquy.

 
 

 
Marcos Antônio Lenes de Araújo
Enviado por Marcos Antônio Lenes de Araújo em 03/08/2019
Reeditado em 03/08/2019
Código do texto: T6711780
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