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"TEMPO DE REFLETIR"

Já estava em altas horas,
De uma noite mal dormida,
Pus - me então a indagar,
Com os atropelos da lida,
Assim por nada entender,
Foi que decidi escrever,
Sobre a brevidade da vida.

Comecei a esquadrinhar,
O tempo que aqui vivemos,
Por todas encruzilhadas,
Que com esforços vencemos,
Mas fico sem entender,
Que nos venham acontecer,
Coisas que nem merecemos.

Quando ando pelas ruas,
Fico um tanto entristecido,
Pelos becos e nas vielas,
Vendo tantos desvalidos,
Então me corta  o coração,
Saber que tais cidadãos,
Por todos nós esquecidos.

Quantos pobres nesta vida,
Estão aquém de um olhar,
Sufocados por seus vícios,
Sem forças pra se livrar,
Sentem a vida se esvaindo,
Nesses vícios sucumbindo,
Sem poder isso mudar.

Eu vejo que este mundo,
Por tudo que acontece,
A vida fica mais difícil,
O ser humano embrutece,
Transformando-se animal,
Só pensa em fazer mal,
Quando o amor desaparece.

Fico olhando a juventude,
Dessa sociedade moderna,
O quanto estão perdidos,
Nos vícios e nas badernas,
Vivem sem norma e regras,
Poucos ao bem se apagam,
O linguajar uma cisterna.

Confesso que muitas vezes,
Ponho-me a imaginar,
Quando nossa geração,
Se for pra não mais voltar,
Com essa nossa juventude,
A menos que Deus ajude,
Deste mundo o que será.

Visto que o ser humano,
Está sempre inconformado,
Em uma correria louca,
Por problema importunado,
Assim não pensam direito,
Perdeu de tudo o respeito,
Iguais a  loucos enjaulados.

Vejo o mundo se acabando,
Sem termos para onde ir,
Mostrando que este mundo,
Pareceu ser sempre assim,
Mas isso foi desvirtuado,
Pela entrada do pecado,
Transformando tudo aqui.

Por isso a mente do homem,
Vive maquinando o mau,
Levando tudo às ruínas,
Vão destruindo a moral,
Humano não é mais humano,
Quem amava hoje é tirano,
Neste imenso vendaval.

Hoje os filhos é quem manda,
E ninguém bota o bedelho,
Os país perderam as rédeas,
Reflete-se como espelhos,
Só Jesus pra dar um jeito,
Pra criar um mundo perfeito,
Dando a nós seus conselhos.

Vemos tanta crueldade,
Feitas pelo homem aqui,
Que dá até pra pensar,
Que Deus criou tudo assim,
Mas olhando as coisas belas,
Que se mostra em cada tela,
Deus fez tudo bom enfim.

Nas visitas dos  abrigos,
Fico com os olhos marejados,
Ao ver que tantos velhinhos,
Vivem ali confinados,
Como se fossem objetos,
Tratados como insetos,
Por filhos abandonados.

Quando vou aos hospitais,
Contemplo grande agonia,
Daqueles que ali estão,
Depostos nas enfermarias,
É ai que me pesa a cruz,
O que lhes faria Jesus,
Se chegasse ali um dia!

Tô certo que o dinheiro,
Não nos traz a felicidade,
Mas o danado ameniza,
Muitas das necessidades,
Que seja muito ou pouco,
Tira muitos do sufoco,
Isso é a grande verdade.

Embora não seja tudo,
Na vida o que precisamos,
Dentro do padrão de vida,
Que todos nós desejamos,
Por isso que o insensato,
Cai sempre no mesmo laço,
Como ímpios caminhando.

O certo é sempre agir,
No comando da razão,
Pois nessa vida tão curta,
Falta ao homem gratidão,
Que na soberba da vida,
Faz nossa mente iludida,
Querer sempre a emoção.

Mas a vida é mesmo assim,
Uns tem muitos outros nada,
O problema é a ganancia,
E a ambição desenfreada,
Que conduz a humanidade,
A cometer crueldades,
Como se não fosse nada.

Nem o nosso Deus deixando,
As regras pra se seguir,
O homem vai caminhando,
Como um dono a se iludir,
Dominado por um ser,
Que nada tem a perder,
Pois já perdeu tudo aqui.

A vida tem dois caminhos,
Todos sabem muito bem,
Dependendo das escolhas,
O homem vai bem além,
Porem Deus não interfere,
Faz o homem que prefere,
Sem consultar a ninguém.

E assim vai caminhando,
Rumo ao destino escolhido,
Passo a passo na espera,
Do alcance pretendido,
Dependendo do caminho,
Serão flores ou espinhos,
O seu prêmio recebido.

Essa caminhada é difícil,
Tem que ter muita vontade,
Pra vencer os desafios,
Que tem em cada paragem,
Em frente sempre seguir,
Sem de nada se eximir,
Seja chuva ou estiagem.

Às vezes inconformados,
Por tantas coisas erradas,
Sentimo-nos revoltados,
Sem se contentar com nada,
Esquecendo que um espia,
Lá do céu que nos vigia,
A cada passo na jornada.

Embora a gente não veja,
Mas há anjo em prontidão,
Que está sempre de alerta,
Com um aderno na mão,
Relatar é a sua lida,
Os atos feitos nessa vida,
Cada palavra ou ação.

Mas o homem nem percebe,
O que está acontecendo,
Assim pelo mal envolvido,
Aos poucos vai perecendo,
Pra ele tudo é normal,
Impregnou-se com o mal,
Ao certo nem dar ouvido.

Tem dias que não acredito,
Parece ser brincadeira,
Como o homem insensato,
Comete tantas asneiras,
Faz da vida uma loucura,
A si mesmo se tortura,
Sucumbindo de canseira.

Mas diziam os patriarcas,
Nada melhor que ouvir,
O conselho dos mais velhos,
E seus exemplos seguir,
Aqueles que dão ouvidos,
Estão de fato protegidos,
Enquanto viverem aqui.

Sei que a vida não é justa,
Que tem momento mesquinho,
Pois muitas vezes passamos,
Transtornados e sozinhos,
Então só resta ter calma,
E com Deus vencer o trauma,
Vividos pelos caminhos.

Muito embora aqui se colha,
Coisas que não semeemos,
Por estarmos em um mundo,
Que não é o que queremos,
Os infortúnios mesquinhos,
Colhemos pelos caminhos,
Coisas que não merecemos.

Quero aqui terminar,
Minhas considerações,
Sobre os percalços da vida,
De vitórias e frustrações,
Dizendo-vos sem hesitar,
Que mesmo sem acreditar,
Temos nossas limitações.

Cosme B Araújo.
27/07/19
CBPOESIAS
Enviado por CBPOESIAS em 27/07/2019
Código do texto: T6705937
Classificação de conteúdo: seguro

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