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O BRASIL ESTÁ FICANDO TERRIVELMENTE TERRÍVEL!

O Nordeste está triste
Com a nova situação.
É excluído do país
Mesmo sendo da Nação.
Desprezam os feitos nobres
De um povo cansado e pobre,
Fazem é discriminação.

Nosso novo presidente
Sempre fala o que pensa
E o que pensa o torna
Um homem que cospe ofensas.
Mas depois volta atrás:
“Não falei nada demais”.
Põe a culpa na imprensa.

Fala mal dos ‘paraíbas’
Mas não vou citar nenhum.
Seria pouco o espaço
E pra não esquecer um
Me incluirei entre eles
E serei mais um daqueles
Nordestinos incomuns.

Que transgridem e ultrapassam
As fronteiras do viver.
Pensam em possibilidades
Não só pra sobreviver.
Proclamam a liberdade,
Reclamam da caridade
Que não querem receber.

Construíram o Sudeste,
O Centro-oeste e o Norte.
Mostrando que, apesar
De tudo, ainda é um forte.
Quase sessenta milhões
Quebrarão esses grilhões,
Lutarão até a morte.

Nordestino quer é honra,
Respeito aos seus fatos
E situações climáticas.
Chega desse papo chato!
Mostre para o que veio
Pois vou mostrar sem receio
Seu pensamento insensato.

Eu não sei de muita coisa
Então saio a perguntar,
Pois sou muito curioso
E quero poder achar
Uma resposta pra tudo.
Sei que o mundo não é mudo,
Já parei pra observar.

Conheço a fórmula da água
E de outros elementos.
Sei as 4 operações
E tenho discernimento.
Coisa que de ti duvido
Pois aprendeu de ouvido
Com seu cérebro de jumento.

A salada partidária
É de causar confusão.
Não se sabe quem é quem:
Todos na corrupção.
Siglas com letras avulsas
E ideologias convulsas
Postas em liquidação.

Esquerdistas se perderam
Nas direitas e nos lados.
Esqueceram a ideologia,
Ficaram muito aloprados.
Seu discurso de intriga
Só veio provocar briga
No nosso povo roubado.

Elogia a força bruta
Das tropas milicianas.
Condecora assassinos
Sem respeito à raça humana.
É a favor de esquadrão
Que atire e meta a mão
Quando estiver de campana.

Se prender todos os políticos
E transferir os seus bens
De volta pros cofres públicos,
Nota a nota, cem a cem,
Resolveria os problemas
Para acabar os dilemas
Que o nosso país tem.

O senhor que prometeu
Fazer a Nova Política
Se embananou, se perdeu,
Não tem nenhuma logística.
A prática está igual:
Um toma lá, dá cá, legal.
É corrupção prolífica.

Pois o Centrão continua
Na grana metendo a mão
Pra aprovar a Previdência
Exigiu o seu quinhão:
As verbas orçamentárias
De forma bem perdulária
Desmoralizam a Nação.

Prometeu ser democrático
Mas já ‘tá ditando as regras
Que acredita serem certas
E um valhacouto agrega.
Pois todos querem mamar
Na panaceia em que está
O que defende e prega.

“ – Trabalhador que se preza
Só pensa em trabalhar.
Vagabundo é que só pensa
Em querer se aposentar.”
Quem diz que desde a infância
Trabalhou com arrogância
Vive agora a desmandar.

São muitas futilidades
Que o senhor dá importância.
Pontinhos na CNH
E esquece a mendicância:
Diz que a fome não existe,
É a oposição que insiste
Em viver na ignorância.

Se aposentou bem jovem
E já foi contra a reforma.
No poder se transformou
‘Tá criando novas normas.
Se preocupando em armar
A classe média que está
Com a sua plataforma.

‘Tá destruindo a cultura
Que por nós foi construída,
Para impor seus ideais
De sociedade reprimida,
Onde todos dizem amém
E não respeita ninguém
Que é contra sua investida.

Para o patrão pode tudo
Pois é um investidor.
E quem não merece nada
É o pobre trabalhador.
Corta taxas, muda leis,
Dizendo: “- Que só darei,
Direitos ao seu Senhor.”

Alavanca a economia
Com nosso próprio dinheiro.
Aprendeu com Michel Temer
O golpismo financeiro:
O próprio trabalhador
Com o Fundo do labor
Salvando o país inteiro.

Educação pro senhor
É somente o bê-a-bá
E o dois mais dois são quatro,
Ninguém precisa avançar.
Só os filhos dos barões
Que são donos dos milhões
É que devem estudar.

Agrotóxico na comida
Pro senhor é baboseira.
O importante é produzir,
Preservação é besteira.
O agronegócio mata
Mas a exportação dilata
Dinheiro além das fronteiras.

Por isso que o senhor quer
Dar filé mignon pros filhos.
O pobre que roa o osso
Do coitado do novilho.
Quem estudou diplomacia
Estudou por que queria
Ter na vida um novo brilho.

Seu filho só fritou frango
Lá nos Estados Unidos.
O senhor fala em hambúrguer
Pra se fazer de entendido.
Esquece o concurso público
Pra diplomata de escrúpulo:
Cargo é pro filho querido.

Os filhinhos do papai
E o papai dos filhinhos
'Tão transformando o Brasil
Em seu próprio curralinho.
Onde: “ – Quem manda sou eu!
Acima de mim, só Deus!
Abaixo o Zé Povinho.”

Jotacê Freitas
Salvador - Bahia
21.07.2019
Cordel Jotacê Freitas
Enviado por Cordel Jotacê Freitas em 21/07/2019
Reeditado em 21/07/2019
Código do texto: T6701442
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Cordel Jotacê Freitas
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Cordel Jotacê Freitas