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Quanto mais sou nordestino mais sinto orgulho de ser

Parafraseando o Poeta Bráulio Bessa,
eu disse assim:

I
Eu sou do nordeste,
não tenho como negar.
E a quem me perguntar,
digo sou cabra da peste.
Mas, num se avexe,
pois vou lhe dizer,
que no meu proceder,
desde os tempos de menino,
quanto mais sou nordestino,
mais sinto orgulho de ser.

II
Eu gosto de tapioca,
de milho e de cuscuz,
mas o que me seduz,
é uma dose de ipióca,
lá da bodega de seu doca,
e como não houvera de ser,
servida com muito prazer,
e com um toque de refino,
quanto mais sou nordestino,
mais sinto orgulho de ser.

III
Com seu belo litoral,
e suas praias famosas,
uma culinária saborosa,
de sabor sem igual,
camarão internacional,
água de côco pra beber,
uma moqueca no dendê,
isso é coisa de granfino,
quanto mais sou nordestino,
mais sinto orgulho de ser.

IV
Da Bahia ao Maranhão,
só no meu rico nordeste,
no sertão ou no agreste,
por onde passou lampião,
levando terror a região,
fazendo todos o temer,
botava cabra macho pra correr,
mas em Mossoró saiu de fino,
quanto mais sou nordestino,
mais sinto orgulho de ser.

V
Pitomba, acerola, cajá,
siriguela, goiaba e caju,
sapoti, cajamanga e umbu,
manga, mangaba, araçá,
se for só de fruta falar
eu não para mais de escrever,
vou de manhã inté anoitecer,
e mesmo assim não termino,
quanto mais sou nordestino,
mais sinto orgulho de ser.
Agostinho Jales
Enviado por Agostinho Jales em 26/05/2019
Código do texto: T6656889
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Agostinho Jales
Guara I - Distrito Federal - Brasil, 41 anos
39 textos (798 leituras)
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Agostinho Jales