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Ser mãe.

Uma pequena homenagem a todas as mães.

Abordar tema sagrado
É deveras temerário
E também é delicado
Tocar em tema diário
Mas ter mãe é desejado
Por quem vive o seu ordálio.

Vem da própria natureza
O desejo de ser mãe
Ver no filho uma beleza
Própria do olhar de mãe
Fazer dele a fortaleza
Para proteção da mãe.

Esse desejo inaudito
Que habita o universo
É a voz do infinito
Que no seio está imerso
E um ser que solta um grito
Implorando o seu regresso.

É a voz imaculada
De quem é o Criador
Cuja mãe, ignorada,
Não falou se sentiu dor
A verdade confirmada
Ela é o próprio amor.

Mãe de Deus não é Maria
Muito menos uma mulher
É a mãe que todo dia
Dá o filho o que tiver
Ensinando a alegria
De viver como puder.

Se a mãe não ensinasse
O filho que concebeu
Desde a hora que ele nasce
A tomar do leite seu
Haveria um desenlace
E na certa não viveu.

Ser mãe é múnus sagrado
É sofrer no paraíso
É dar vida ao esperado
Esperar o seu sorriso
É ficar do filho ao lado
Se houver sobreaviso.

Ser mãe não é simplesmente
Trazer o seu filho ao mundo
É fazê-lo consciente
Com um desejo profundo
E saber que de repente
Ele cai num poço fundo.

Mas a mãe la estará
Com a mão sempre estendida
Muito esforça ela fará
Pra dar uma nova vida
E jamais aceitará
Ver a batalha perdida.

Se o filho tomar jeito
Ela vai buscar apoio
Diz que ele está perfeito
Separou trigo do joio
Para ela é sem defeito
Como o mais limpo arroio.

Se alguém a aborrece
Ela canta uma canção
E assim ela arrefece
A dor da ingratidão
Com um sorriso agradece
Um aceno com a mão.

Ela não sabe o destino
Que o filho vai tomar
Porém sabe que o ensino
Na certa vai ajudar
Estimula o seu menino
A sentar para estudar.

Na hora da refeição
Ela põe o filho à mesa
Antes faz uma oração
E mantém a vela acesa
Essa vela é tradição
Mas pra si sé a defesa.

Quando o filho se casar
E formas nova família
A mãe perto vai estar
Vê a nora como filha
E quando o neto chegar
Recomeça a sua trilha.

Ela vai fazer um chá
Pra curar dor de barriga
Diz pra nora descansar
Concilia quando há briga
E na hora de mamar
Ela ensina à moda antiga.

Quando o marido reclama
Diz estar abandonado
Ela mostra o quanto ama
Ele não fez nada errado
Quando se deitam na cama
Eles lembram o passado.

Lembram as dificuldades
E as noites indormidas
Fracassos na mocidade
Erros pra vencer na vida
Sentem as dores da idade
Mas venceram a subida.

Pra ser mãe é necessário
Capacidade de amar
É marcar no calendário
Quando o filho vai chegar
Abraçando o seu rosário
Vai de Deus se aproximar.
 
Renato Lima
Enviado por Renato Lima em 12/05/2019
Código do texto: T6645172
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Renato Lima
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil
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Renato Lima