PAVOR EM BRASÍLIA

PAVOR EM BRASÍLIA

Miguezim de Princesa

I

Na hora em que Sérgio Moro

Aceitou ser o ministro,

Teve uma senadora

Que gritou: - Ai, Jisus Cristo,

Venha socorrer meu marido,

Tudo está muito sinistro!

II

Se ele, como juiz,

Botou grandes na prisão,

Agora, no Ministério

Da Justiça da Nação,

A vida ficou mais dura

Pra tudo quanto é ladrão.

III

Pesadelo de corrupto,

Começou a tremedeira!

Soube que um senador

Pulou e deu uma carreira

Direto para o banheiro,

Sofrendo de caganeira.

IV

Ligaram para a Bahia

Pra saber como fazer,

O chefe baiano disse:

- Já começou a feder,

Derrubaram o tabuleiro

E estragaram o dendê.

V

CGU e AGU,

A Polícia Federal,

O Coaf e a Receita,

Limpando o Brasil do mal,

Com Sérgio Moro no leme,

Pondo fim ao bacanal.

VII

Obras que nunca terminam,

Como a tal transposição,

Trilhões que desapareceram

Nos tubos do Petrolão,

Gente vendendo e comprando

Na mais vil corrupção.

VIII

Gente que não tinha nada,

Filava até macarrão,

Aparece desfilando

Em luxuoso carrão

E ainda diz: - Sou reitor

Da minha instituição!

IX

Dinheiro sendo lavado

Da forma mais descarada:

Lojas caras que se abrem,

Mas quase não vendem nada,

Atacadão, restaurante,

Tudo coisa de fachada.

X

Bolsonaro anunciou,

Logo ao raiar do dia,

Que o juiz Sérgio Moro

Ia mandar na freguesia:

Teve gente desmaiando,

Outros sentindo agonia,

Uma hemorroida inflamada

Se aliviou numa bacia;

Eu grito: Viva o Brasil!

(O estoque de Rivotril

Acabou na drogaria).

Miguezim de Princesa
Enviado por Miguezim de Princesa em 01/11/2018
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