O RETRATO DO POETA
Claraluna minha amiga, vim lhe contá um segredo,
eu achei um retratinho, que talvez lhe cause medo.
Essa foto aí de cima, é do poeta Antenor, ele tá meio acabado, mas pur dentro ele é um amor.
Nessa foto ele tá feio, mas ele é bem bunitin, se tivesse dentadura, era mais ingraçadinhu.
E o zóião esbugaiadu, é de tanto ele piscá,
ele têm tiqui nervósu, e num pára de falá.
O nariz tá bem crescido, mas já feiz operação, ele agora é bem finin, num parece tão grandão.
O bocão nóis dému um jeitu, amarramu cum côrdão.
Caréce de arguns dedinhu, que perdeu nas cirurgía, toda veiz que operava, cortava mais qui divia.
Du resto ele é bem bunitu, nem parece essa anomalia.
Meu amigo Antenor Élcio, isso aqui é uma brincadêra, vê se num fica nervosu, e desanda à falá bestêra. Ocê é um homê bem bunitu, inté paréce um galã, só num gosto di lhi vê, de carçinha e sutiã.
Claraluna minha amiga, vim lhe contá um segredo,
eu achei um retratinho, que talvez lhe cause medo.
Essa foto aí de cima, é do poeta Antenor, ele tá meio acabado, mas pur dentro ele é um amor.
Nessa foto ele tá feio, mas ele é bem bunitin, se tivesse dentadura, era mais ingraçadinhu.
E o zóião esbugaiadu, é de tanto ele piscá,
ele têm tiqui nervósu, e num pára de falá.
O nariz tá bem crescido, mas já feiz operação, ele agora é bem finin, num parece tão grandão.
O bocão nóis dému um jeitu, amarramu cum côrdão.
Caréce de arguns dedinhu, que perdeu nas cirurgía, toda veiz que operava, cortava mais qui divia.
Du resto ele é bem bunitu, nem parece essa anomalia.
Meu amigo Antenor Élcio, isso aqui é uma brincadêra, vê se num fica nervosu, e desanda à falá bestêra. Ocê é um homê bem bunitu, inté paréce um galã, só num gosto di lhi vê, de carçinha e sutiã.