O poder da língua

Quem espalha mexericos

É um tolo falador

É pessoa sem juízo

Um cruel difamador

Sempre fala o que não deve

Quem à língua, nem de leve,

Põe um fecho inibidor.

Quem põe guarda à sua boca

Das angústias guarda a alma

Use bem suas palavras

Se quiser a vida calma

Pois terá de aguentar

Consequências do falar

Não perdoam u’a vivalma.

As palavras que falamos

Sempre estão a refletir

O que somos, o caráter

Se pensamos para agir:

Se medito ao responder

Se procuro o que dizer

Que palavra há de sair.

Tanto a vida quanto a morte

No poder da língua estão

Uma bênção pode ser

Produzir satisfação

O afoito a empregá-la

Que não mede o que fala

Só recebe maldição.

Maurício Apolinário
Enviado por Maurício Apolinário em 21/01/2016
Código do texto: T5518125
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