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AINDA QUE NÃO SE ESQUEÇA

[

Se eu pudesse esquecer,
pra nunca mais me lembrar,
De como te fiz chorar
Por não saber me conter,
Não viveria a sofrer,
Nem me sentiria mal
Por me perceber boçal
Tentando te agradar,
Só para amenizar
Esta ressaca moral.

Por um ato tão banal
Sinto a cabeça pesada,
Outros não ligam pra nada
Porém, eu sou radical.
Me condeno ao baixo astral
Por um deslize qualquer.
Me punir se faz mister
Se machuco um semelhante,
Inda mais quando o semblante
Que ofendo é o teu mulher.

Se acaso você souber
A formula de transformar
Em sentimento vulgar
Um nobre, e me disser
Que basta uma colher
De sopa desse remédio
Pra sarar-me deste tédio,
Eu voltarei a sorrir
Sem nunca mais me punir
Condenado a tal assédio.

Ser por esse intermédio
Eu fosse de vez liberto
De buscar só o que é certo
Num prazo curto, ou médio,
Levantaria um prédio
Para te homenagear
E faria propagar
Pelos becos da cidade,
Que a minha felicidade
É não me recriminar.

Porém não dá pra negar
Minha própria natureza,
Nem fugir desta tristeza
Que insiste em me atormentar.
O jeito é me consolar
Supondo que ainda temos
O que um dia prometemos,
Lá no sagrado altar,
Jurando nos perdoar
Inda que não esquecemos.

]

www.seuribeiro.com
A a
Enviado por A a em 24/06/2007
Código do texto: T539447

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Sobre o autor
A a
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 47 anos
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