BARBAS DE MOLHO E ORELHAS EM PÉ

BARBAS DE MOLHO E ORELHAS EM PÉ

É isso aí minha gente,

Assim é que deve estar

Cada dia mais quente

E tem que continuar

A quadrilha de terno e gravata

Disfarçada de congressistas

Suas “excelências”, artistas

Acostumada à mamata

Ameaçada de acabar

Entraram na casa daquele

Que no passado se dizia

Caçador de marajás

E até macumba fazia

Ao som de tambor e ganzás

Pegaram o cara de cueca

Preparando-se para transar

Com sua esposa dileta

E fizeram-no até brochar

Só automóveis levaram três

Sem contar o que não se sabe

Mas como tudo tem sua vez

O resto em carreta não cabe

Agora a camarilha engravatada

Barbas de molho e orelhas em pé,

Com certeza alvoraçada

Pois já viu como é que é

E vai tentar dar sumiço

Em tudo quanto for prova

Causando muito rebuliço

Para tirar o pé da cova

Imagino como deve estar

A cabeça do velho barbudo

E da sua velha amiga

Ao ver que o mandato periga

Quando descobrirem tudo.

Jogon Santos
Enviado por Jogon Santos em 15/07/2015
Reeditado em 16/07/2015
Código do texto: T5311585
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