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SINA DE POETA

Tire-me todos os títulos,
Menos, o de poeta!
É minha força de sansão,
E do cupido, a minha seta.
Minha vida, minha razão,
Minha forma de expressão,
Meu destino em linha reta.

Deixe-me nu, eu não me importo,
Mas deixe-me um lápis e um caderno!
Pois conquisto tudo de novo,
Tornando-me ainda, eterno!
Diante da circunstância,
Meço com passos, a distância,
Se mais perto do céu ou do inferno.

Não tenho meias palavras,
Pra dizer o tudo que sinto,
Meus valores são explícitos,
Por isso que nunca minto.
Evito as contradições,
Enalteço as emoções,
Ainda, que no labirinto.

Escrever é minha sina,
Está no meu DNA,
Minha válvula de escape,
Não vejo o tempo passar.
É meu chão, a minha base,
Anunciada em cada frase,
É minha forma de amar.

Atividade prazerosa,
Pra muitos é coisa séria,
Por isso que tem valor,
Sobrepõe à lei da matéria.
É fonte da árvore da vida,
Da chegada à partida,
Aproveito ao máximo as férias!

Não tenho medo de perder,
O vil metal que conquistei,
Mas, eu morreria de desgosto,
Se eu afirmasse:  -Abdiquei!
Dos meus textos, poesias,
Das minhas ricas fantasias,
Do meu sonho de ser rei.

Meu reinado é metafórico é claro...
Pois sonhar é permitido!
Um castelo de ilusões,
Desperta-me fortes sentidos.
Cada letra, uma barra de ouro,
Um livro, um baú de tesouro,
Minha arca de sonhos perdidos.








Carlos Mambucaba
Enviado por Carlos Mambucaba em 01/03/2010
Código do texto: T2114094
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Carlos Mambucaba
Angra dos Reis - Rio de Janeiro - Brasil, 58 anos
516 textos (43264 leituras)
85 áudios (7710 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/09/20 04:57)
Carlos Mambucaba