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OS VERMELHOS (PARTE 3)

ESTAÇÃO DE EMBARQUE ATOCHA
 
Meu Deus já são quase três horas, o trem para marsella está para parti e a Carla ainda não chegou. Jane comenta preocupada para amiga olhando para o relógio.

Eu falei que não ia dar certo querer manda Carla nesta viagem sem antes saber se ela queria mesmo ir. Complementa Kelly, que não concordava com a ideia de Jane. - Ela jamais saiu de Madri para outra cidade, enfatiza Kelly para a amiga certa de que Carla não ia mesmo aparece e que provavelmente estaria magoada com as duas por não terem perguntado o que ela queria.

- Aquela delegacia está roubando a vida dela, ela come trabalho, respira trabalho. Sim Kelly, fizemos a coisa certa e ela vai nos agradecer depois. Ela precisa mesmo de conhecer outras pessoas, quem saber não encontra um romance. - Se você diz Jane. Concorda Kelly não muito certa do que acabara de falar.

Neste momento as duas amigas escuta o último aviso da partida do trem. - Atenção senhores passageiros com destino a Marsella, dentro de dez minutos o trem saíra desta estação com destino a estação St. Charlles, aproximem-se para o embarque e verificação das passagens. As duas se olharam como quem confirmassem ter sido mesmo uma péssima ideia.

A estação parecia um cenário de filmes de ficção, tamanha era sua beleza, a cobertura vista de fora parecia um hangar de enormes aviões, era uma meia lua todo o teto com uma fileira de telhas transparentes no centro, possibilitando a visibilidade e a entrada do sol para um mine jardim tropical do lado de dentro, bem no centro da estação. Com mais de sete mil plantas e de duzentas e sessenta espécie diferentes, e toda a área coberta por gramas, uma pequena praça de alimentação entre outros belos detalhes que faz da estação do atocha uma obra de arte.

Mas toda essa beleza e exuberância deixava de existi quando vez ou outra acontecia fatos que nos últimos meses já estava virando hábito. Sim, muitos vândalos, arruaceiros, pequenos traficantes, mendigos e os mais perigosos para a sociedade que frequentava a estação todos os dias, os assaltantes e um grupo isolado de traficantes de crianças.

Os traficantes de drogas e os arruaceiros, o movimento diário da estação era parte do seu ofício de malfeitorias do dia a dia, mas este grupo não representava perigo, seus delitos eram logo descobertos ali mesmo, seja pela segurança da estação, pela policia que vez ou outra aparecia, no geral os próprios frequentadores da estação em ato de solidariedade com as vítimas resolviam o caso ali mesmo.

Mas para os assaltantes e traficantes de criança, a estação tinha outro significado. Uma porta aberta para o lucro dos assaltos e das crianças sequestradas.

Os perfis de suas vítimas eram sempre as mulheres desacompanhadas ou senhoras indefesas, sempre acontecia no banheiro ou no corredor de acesso ao banheiro, por ser um lugar pouco acessível e não havia câmeras.

Os assaltantes levavam, relógios, cordões, pulseiras e o dinheiro que porventura a vítima portasse em sua carteira. Era raro, mas acontecia casos com mais violência, e isso acontecia quando a vítima atacada não tinha nada que pudesse supri as necessidades dos assaltantes. Como foi o caso da jovem de vinte e dois anos que iria viajar de Madri para conhecer os avós que moram em Marsella.

Continua...
Leia os primeiros episódios 
Episódio Um - Os vermelhos
Episódio Dois - Parada Imprevista

 



 
A Sales
Enviado por A Sales em 24/05/2021
Reeditado em 11/06/2021
Código do texto: T7263224
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
A Sales
Boa Vista - Roraima - Brasil
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