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CASOS DO COMISSÁRIO 2

Trabalhando numa cidadezinha chamada Sol Nascente, localizada nos confins do Rio Grande do Sul,o Comissário tinha pouco o que fazer,brigas e nas segundas feiras ouvia os envolvidos nas brigas e desordens, catalogava armas e apreensões outras efetuadas pelos Policiais Militares, que faziam tudo durante a noite e aos finais de semana e feriados, só chamavam-no quando havia flagrante ou mortes por motivos criminais. Assim, certo dia, dormia a sono solto, depois de ter tomado algumas cervejas, quando tocou o telefone, era o Sargento Max dizendo que estavam chamando e informando um horrível crime na chamada Rua da Felicidade.
-Acho que é trote!Essa Rua existe mesmo?
-A rua existe, mas lá se tiver três ou quatro casas é muito, afirmou o Comissário.
-Vou aguardar um pouco e ver se ligam de novo, o combustível está na reserva, disse o Sargento  Max.
Cerca de quinze minutos depois Max ligou de novo e disse,
-A coisa lá é feia! Terrível segundo disseram ao telefone e não quiseram declarar nome, preferiram o anonimato.
-Então vamos prá la, antes que piore, reforçou Max.
-Certo! Já saio daqui! disse o Comissário.
Dirigiu-se o Comissario para a Rua da Felicidade , que era um lugar ermo,sem calçamento e pouco iluminado.Passou pelas primeiras casinhas, todas pareciam envoltas em completo silêncio, mas o Sargento MaX  não aparecia ainda, continuou e mais uns duzentos metros, próximo do mato  localizou uma casinha de madeira, as escuras com a porta da frente aberta. Sacou do revólver, verificou a munição, pegou a lanterna e foi em frente.
-Oh de casa!
Ninguém respondeu, ele avançou com toda a cautela, nisso vislumbrou as luzes de um carro, que deveriam ser da viatura da Brigada Militar, avançou mais um pouco e iluminou com a lanterna o interior da casinha, o chão estava todo sujo de uma substância que poderia ser sangue, procurou luz elétrica e não encontrou.rosseguiu, passou pela primeira peça com todo  cuidado para não destruir provas naquela escuridão e apenas com uma lanterna, entrou na peça seguinte, duas camas e uma rede pendurada a parede lateral,iluminou mais perto e ali estavam duas  pessoas imóveis em cada  cama. O Sargento chegou e ajudou a melhorar a iluminação do local. Em cada uma das camas havia um casal, na entrada a esquerda um casal de pessoas brancas, aparentando trinta anos e na cama do lado direito, um homem e uma mulher negros com idade aarente de quarenta anos, na rede um bebê com aparência de um ano de idade, os adultos estavam mortos e o bebê estava vivo e foi entregue ao Conselho Tutelar.Logo a seguir foi chamada a perícia e as vítimas identificadas, o primeiro casal era Bartolomeu Milenio e Maria Simplício, ambos naturais de São Paulo/SP, ambos confirmados terem trinta anos, ambos morreram com um tiro a queima roupa no lado esquerdo do peito.O segundo casal foi mais difícil, estavam com vários tiros pelo corpo e um tiro na testa cada um deles, tiros encostados. Foi mais difícil identificar estas duas vítimas, a casa estava em muita desordem e  achar documentos foi uma tarefa árdua.Tratava-se de Carlos Milenio, trinta e cinco anos e a mulher com quarenta anos era Magda Simplício. Maria Simlício e Magda Simplício eram irmãs, assim como Bartolomeu e Carlos .Os primeiro haviam chegado a cidade  há três meses e  então Carlos e Magda vieram, também de São Paulo visitá-los. E a criança? Não tinha certidão de nascimento, nem carteira de vacinação e no Posto de Saúde mais próximo nunca o tinham atendido. Depois de vários dias procurando a identificação, surgiu uma informação de um sequestro no interior de Goiás. De lá vieram os pais e , depois dos exames comprobatórios de DNA, o bebê desconhecido,até então, voltou aos braços de seus pais, na certidão de nascimento o nome Luiz Carlos Pereira Jr.
E os crimes, que ficaram conhecidos na região como Chacina da Rua da Felicidade, nunca foram elucidados, o mais provável tenha sido por dinheiro, vingança ou talvez drogas. Um último detalhe, quem ligou pra polícia? Na rua da felicidade não havia nenhum orelhão, e o numero que apareceu no visor do telefone da Brigada Militar era fixo e companhia telefônica informou ter sido um orelhão próximo da delegacia de Polícia. Bem, com pouca tecnologia pericial, nada se conseguiu.
-Ai tem! Resmungava o comissário relembrando os fatos.
drmoura
Enviado por drmoura em 25/06/2020
Código do texto: T6988015
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
drmoura
São Francisco do Sul - Santa Catarina - Brasil, 66 anos
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drmoura