O Justiceiro Do Jornal

Bloch era um agente de uma área bem particular que mapeava a zona de uma cidade bem populosa, Bloch um já chefe de polícia bem sucedido odiava injustiças, ficava indignado com tamanha discrepância nas leis, com tamanho descaso, faltava apenas um ano para sua aposentadoria, Bloch continuava lutando e trabalhando dia e noite. Começava em uma tarde quente em todos os sentidos um protesto contra o aumento de passagens de ônibus, o protesto fora chamado por muitos de "Os Vagabundos", já que ao invés de protestarem o grupo só fazia quebrar toda a cidade, telefones eram destruídos, monumentos, igrejas e tudo que viam pela frente.

O chefe policial Bloch só ficou sabendo disso tudo a noite já que de tarde ele estava fazendo negócios com uma famosa rede de televisão que se chamava Rede Manchete, Bloch adorava a emissora de televisão e seu pai que era empresário lhe ajudou complementando o dinheiro de uma ação trabalhista que o ainda o jovem Bloch havia colocado contra a primeira empresa que trabalhou antes de entrar na polícia, somado os dois bolos de dinheiro Bloch conseguiu fechar contrato e seria dono da segunda maior rede de televisão do país.

Os protestos nas ruas estavam cada vez pior, a polícia soltava bombas de efeito moral e gás lacrimogênio, um cinegrafista e um repórter da Tv Manchete estavam no meio da guilhotina, a polícia em seguida se afastou para não atingir ninguém, os manifestantes continuaram o protesto em forma de baderna queimando carros e atirando bombas contra crianças e idosos, foi uma correria geral em uma praça de guerra, o cinegrafista Luan e o repórter Freire tentavam uma entrevista com um dos manifestantes chamado de rojão e neste mesmo momento o rapaz sem dó nem piedade explodiu um artefato contra o corpo do repórter e do cinegrafista Luan, o repórter Freire conseguira escapar ileso e levou o companheiro de trabalho ao hospital, neste momento os manifestantes fugiram.

Quando passava da onze da noite Bloch foi chamado para resolver a situação, no momento o cinegrafista foi para o hospital e morreu minutos depois, Bloch ficou sabendo e perguntou o que fazia o rapaz a Freire que lhe disse:

- Ele era cinegrafista da rede manchete (Em prantos)

Bloch começou a chorar, naquele mesmo dia em que conseguira comprar uma emissora de televisão e poderia se aposentar no ano seguinte da polícia teria duas dores de cabeça, superar a morte do que poderia ser seu futuro funcionário e de acabar com aquela rebelião, Bloch não pestanejou e muito chocado e revoltado resolveu partir comandando um grupo de tática da polícia, desta vez tiros de verdade atingiam manifestantes na perna, dois deles conseguiram fugir e se chamava Rojão e Tatuado, justamente eles que mataram o cinegrafista Luan, Bloch chegou arrasado em casa, conseguiu parar a manifestação com uma ação eficiente, eficaz, mas não conseguiu prender os dois principais, bateu com a mão na mesa e disse que iria pegá-los, que só descansava após ver os dois atrás das grades.

O dia amanheceu triste pois seria o dia do enterro de Luan, um jovem de apenas 18 anos que entregava jornais de bicicleta para ajudar sua mãe em casa foi entregar o jornal de Bloch em sua residência, logo viu o choro de emoção de Bloch ao ler a matéria da capa quando pegou o jornal nos correios, o garoto do jornal brechou pelo portão de sua casa, após ler a matéria o rapaz ficou indignado com tamanha desumanidade e acompanhou freneticamente as buscas aos 2 rapazes que cometeram o crime, descobriu em que bairro moravam, justamente o seu bairro e decidiu tamanha revolta pegar a arma do pai, saiu mascaradamente pelas ruas feito um maluco e ao ver os rapazes escondidos no quintal de seu vizinho não pestanejou, atirou na perna, nos pés, no braço e um último tiro de misericórdia no peito do jovem Rojão, já Tatuado tentou correr mas foi pegue com um tiro na cabeça, o rapaz do jornal sequer fugiu, se entregou a polícia e foi condecorado por muitos da cidade como "Herói", um justiceiro do jornal como ficou apelidado, Bloch então chefe da delegacia viu o rapaz e não o reconheceu, na delegacia ao ver o rapaz correndo até sua bicicleta para pegar seus pertences e se dirigir em direção a cadeia Bloch não entendeu sua reação, achou que o rapaz fosse atirar nele e não titubeou pegou sua pistola e atirou uma única vez no jovem do jornal, ele caiu e agonizou até a morte, a bala atingiu o pescoço, caído no chão e agonizando o jovem do jornal ainda disse uma última frase:

" Eu fiz o que você no fundo queria fazer, sei que está satisfeito por mim e que não fez de propósito, sei que se confundiu, mas eu também errei"

Foi o último suspiro do jovem e o chefe de polícia Bloch foi preso de imediato, acabou respondendo o processo em liberdade e fora perdoado pela corporação, Bloch chorava muito diariamente, a lição ele aprendera que era de não ser como o "Justiceiro Do Jornal", Luan não voltaria mais porém Bloch dava continuidade a sua rede de tv, sem ser mais policial, uma televisão sem cinegrafistas, era a homenagem que Bloch faria, os cinegrafistas seriam apenas estagiários.

Helládio Holanda
Enviado por Helládio Holanda em 10/02/2014
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