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112 - Cento e Doze

Alentada de carnes, convencida de que ainda era um belo pedaço de mau caminho foi tida por muito tempo como alguém que se não deveria ter como oposição. Ela sabia tudo de todos e era a vizinha com quem se deveria ter cuidado. Enfrentei-a sempre, ri-me dos ditos, desmontei as cabalas e não deixava que dissesse mal dos ausentes. Ganhou-me uma espécie de respeito, uma consideração que não a vi ter por ninguém. Quando lhe foi retirado o gesso, o antebraço parecia um enorme s itálico. A fractura soldara torta e o braço estava esquisito. Em lágrimas contou-me a desgraça e mostrava-me o estrago. -  Oh D. Odete, com um corpão como seu quem perderá tempo a olhar-lhe para o braço? Disse-lhe para a consolar.

Edgardo Xavier
Enviado por Edgardo Xavier em 10/12/2019
Código do texto: T6815925
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edgardo Xavier
Portugal, 73 anos
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Edgardo Xavier