O CHAMADO...

“Pois não há morto que fique em repouso eterno, E com imensa idade, poderá finar-se a morte.”

Certa vez um acontecimento inominável

Tornara-se o insano experimento,

O horror não descrevia o ser abominável

A mazela do alucinante tormento!

Quisera meu espírito não estar mais vivo

Ao defrontar-me com tal sensação

Nos delírios tive a visão do ser repulsivo

Na estátua tinha a estranha inscrição

Não saberia dizer se na avançada geologia

Tinha certa coloração esverdeada,

Era um monstro em sua dúbia morfologia,

De tentáculos na face amaldiçoada

Toda noite ao desfalecer em minha cama,

Ouvia as súplicas da vil criatura,

O cefalópode erguendo-se da negra lama,

Não era sonho, mas sim loucura

O mordomo em um quarto bem contíguo

Ouvira este lamuriar imaturo,

Nos delírios invocara esse Grande Antigo

Seu nome: O profano Cthulhu!

rodrigokurita
Enviado por rodrigokurita em 17/06/2020
Código do texto: T6980131
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