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O PÁSSARO

Na funérea escuridão ele sorria
Quando o ponteiro do relógio marcava
Meia noite a noite era sombria,
E com todo horror a ave me cotejava!

Eu estava fraco e bem cansado
Perdi minha esposa chamada Eleonora
Senti o chamado amaldiçoado
Que nos meus pesadelos sempre povoa

Um trovão ribomba pelo céu,
As sombras noturnas tiram a minha paz
No pavor eu degusto esse fel
Quando a maldita ave diz: Nunca mais!

Deixai-me agora viver na dor,
Ante a pálida lua que nos céus morra,
Ao canto observei meu horror
Naquela ave agourenta e sua modorra

Seria eu perante Deus indigno?
Nos sonhos quisera apenas ser compraz
Mas sentia na ave algo maligno
E ouvi em grasnado dizer: não terás paz
rodrigokurita
Enviado por rodrigokurita em 16/06/2020
Código do texto: T6979055
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
rodrigokurita
Mogi das Cruzes - São Paulo - Brasil, 35 anos
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rodrigokurita