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A CAÇA - CLTS 09

                    Outubro de 2019

                         INVESTIGAÇÃO

          - Esses viciados em redes sociais são maçantes, Gisele. Adoram se expor pra Deus e o mundo, e quando alguém sem juízo começa a perseguir, não sabem porquê.

          - Nem me fale, sargento Daniel. Mas há casos e casos. Ainda investigam o que aconteceu com a filha de Mariel, uma agente de tecnologia do nosso batalhão. Sua filha recebia ligações estranhas e várias ameaças. A mulher largou o emprego e a família teve que mudar de cidade. Até hoje não encontraram culpados.

          - E o caso da cantora Björk? O fã tinha graves problemas mentais. As gravações de suas loucuras estão todas no Youtube. O cara até se matou na frente da câmera. Por sorte a polícia interceptou o pacote que ele mandou pra...

          ....
         
          - Sargento Daniel? Na escuta?

          - Positivo, capitão.

          - Recebemos uma denúncia anônima sobre estranha movimentação numa casa próxima à rua D.

          - Entendido, capitão. Estamos a caminho.




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                         DÉBORA



04 de março


          O primeiro dia de aula foi assim:

           Levei meus documentos ao setor de crédito educativo da instituição para confirmar que sou bolsista e dei o azar de ser atendida por um japonês com nome esquisito que mal sabia se expressar e era lerdo demais. Por sorte a monitora do local veio ajudar.

          Ao chegar na sala de aula, atrasada por sinal, sentei numa carteira próxima à lousa. O professor Wallace se apresentava como coordenador do curso de Letras. Até que era bonitinho. Deu as boas-vindas somente aos novatos, haja vista que alguns o conheciam, pois a sala era composta pelo primeiro e segundo semestre.

          Não tenho nada pra fazer em casa. Minha cabeça dói um pouco. Vou tomar um comprimido.



11 de março


          A classe criou um grupo no Whatsapp para que os alunos interajam referente aos assuntos da faculdade, tirem dúvidas sobre as matérias e sejam "bons amigos”.

          Entretanto esse povo já encheu a memória do meu celular enviando áudios e memes sem graça ali. Creio que em breve enviarão vídeos de "BOM DIA" ou links sobre política.



13 de março


          Ainda não falei com ninguém da sala, a não ser por uma caneta que caiu, ou pedindo licença entre os corredores. Minha única companhia é meu diário, que na hora do intervalo fico desenhando e onde escrevo poesias... ridículas.

          Quando a aula acabou, voltei para casa e conferi minhas redes sociais. Recebi algumas solicitações de amizade no Facebook e fui logo aceitando, embora não goste muito do “face".



14 de março


          Decidi olhar as fotos de perfil do whatsapp de cada componente daquele grupo. Alguns estão sem. Outros... naquela pose padrão. Meia dúzia ou mais o que salva a imagem é a pessoa do lado, o lugar chique onde estão ou o animal de estimação no colo. Porque MEU DEUS!? Quanta beleza!

          Ninguém interessante... exceto uma moça.

          Parece ser classe média. Longos cabelos pretos, rosto redondo, olhos castanho-escuro brilhantes, um largo e amistoso sorriso e esbelta de corpo. Na capa do perfil ela usava uma camiseta de uma banda que não imaginava que mais alguém curtia além de mim. Alanis o seu nome.

          Não a vi hoje. Talvez fosse uma optante e viesse apenas em dias específicos.

          Sobre o dia... Nada de mais.



19 de março


          Coincidência ou não, encontrei Alanis no setor de crédito educativo e dava para ver que a mesma também odiava o atendimento do local, pois saíra reclamando da falta de informações dos atendentes. Fazia-se acompanhada da amiga Amanda.

          Queria dizer “oi” para as duas... mas... não consegui.



29 de março


          Tomei coragem e falei com Alanis.

          Tirou algumas dúvidas minhas sobre as aulas e disse que se precisasse de ajuda outra vez, bastava dar um toque.

          Confesso que esse simples gesto animou meus dias.



11 de abril


          Alanis aceitou minha solicitação de amizade no Facebook. Em seu perfil diz que é solteira, segue algumas páginas que também sigo, tem Instagram e Twitter.

         Minha cabeça doeu um pouco hoje. Deve ser sono.



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                         ALANIS



          - Oi Lani. Tá tudo bem? Você me ligou.

          - Mais ou menos, Amanda. Umas coisas aí me incomodam...

          - Que coisas? O olhar do bonitão do professor?

          - Procura meu “face” que você vai ver.

          - Agora?

          - É! Agora.

          - Tá. Calma aí... Beleza. Tô nele. O que é?

          - Clica numa foto aleatória.

          - Pode ser a mais recente?

          - Pode.

          - Peraí... cliquei.

          - Lê o último comentário.

          - “LINDA! TE ADMIRO MUITO! BEIJOS!” - leu Amanda.

          - Você viu?

          - Lani, você só recebeu um elogio de uma pessoa. Nada de mais.

          - Tudo bem. Mas ele comentou a mesma coisa em quase todas as fotos.

          - Nossa, que estranho! Você conhece essa pessoa?

          - Pois é, menina. Nem sei quem é. Não me lembro de ter adicionado essa pessoa. Chama-se ANDORINHA e a foto do perfil é um girassol. Mais nada.

          - E você não presta atenção em quem adiciona não, Alanis?

          - No dia eu ‘tava distraída. Fui aceitando sem ver.

          - Bem... deve ser apenas um admirador secreto.

          - Ah Amanda... antes fosse. No entanto esse mesmo perfil curtiu e comentou várias fotos no meu Instagram, acenou e me mandou uns três vídeos no Messenger, “retweetou” algumas postagens minhas, e pasme, deixou alguns comentários com o mesmo nome como “Não Autenticado”, em textos que publiquei no Recanto das Letras há mais de um ano!




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          - A casa está uma desordem. E não tem ninguém aqui. - retrucava Daniel.

          - E pelo visto faz tempo que não é limpa. Isso no chão parece comprimidos ou naftalina.

          - Gisele, achei uma coisa. É um caderno. Estava em cima da mesa. Tem alguns desenhos, versos e várias anotações. Parece um diário. Deve ser de uma moça chamada Débora.



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18 de abril


          Cheguei à sala e disse “Oi!” aos que se sentavam perto de mim. Alguns responderam alegremente, outros somente sorriram. Já é um começo.

          Nesse tempo, Alanis entrou com sua amiga. As duas conversavam alto. Assim que me viu cumprimentou-me com um beijo no rosto. Ela sempre faz isso. Se eu não fosse assim, talvez seríamos amigas...



02 de maio


          O professor Wallace voltou um pouco estranho do feriado. Falava sobre mensagens desconhecidas que recebera no dia anterior. Ninguém entendeu o porquê ele citou aquilo em aula. Após divagar, pediu desculpas e prosseguiu com o conteúdo da disciplina.

          Eu... Continuo sozinha e com problemas pra dormir. Às vezes o sono não vem. E em certas circunstâncias não me recordo de muita coisa do dia. O diário ajuda um pouco.

         Mas tendo uma amiga como Alanis... quem sabe a vida não seria diferente?



03 de maio


          Hoje tive uma surpresa.

          O professor Wallace já estava lecionando e lembrei-me de que deveria levar uma xérox de um documento para aditar o financiamento estudantil no setor de crédito educativo.

          Abri a porta da sala para sair e deparei-me com Alanis, sozinha e atrasada. Perguntou aonde eu iria e, quando respondi, quis vir comigo. Disse que tinha algo a resolver lá também.

          Tentei não ser esquisita e não me esquivei das conversas triviais que surgiam enquanto descíamos os degraus do andar de nossa sala. De repente, já estava mais leve em nosso diálogo.

          O setor estava vazio, sendo assim Alanis quis que eu fosse a primeira. E dessa vez foi bem rápido, era só entregar a xérox. Quando me virei, Alanis já estava do lado de fora com o celular na mão e os fones enfiados no ouvido.

          Antes que lhe questionasse o motivo de ter saído do setor, ela pediu minha opinião sobre uma música: Astronauta de Mármore, do Nenhum de Nós. Falei que era minha banda favorita.

          Explicou-me que enquanto me atendiam, percebeu que esquecera um papel em casa e disse que voltaria outro dia.

          Voltamos à sala num longo e descontraído papo como se já nos conhecêssemos há anos.

          Alanis fez menção de uma série que amava: Criminal Minds, da qual indiquei como uma das melhores que já tinha assistido em toda minha vida.

          Agradeceu pela companhia e perguntou se já havia adicionado seu número. Acenei que sim, mesmo não tivesse.

          Saí radiante da faculdade. Salvei o contato de Alanis e voltei pra casa cantando a canção daquela banda.

          Agora vou procurar aquela série que conversamos, pois não faço a mínima ideia de qual seja.



24 de maio


          Cheguei cedo na Universidade e encontrei Alanis no pátio. Como faltava alguns minutos para a aula começar, ficamos conversando nos assentos do refeitório.

          Dado o horário fomos para a sala. O professor Wallace já se encontrava lá. Amanda a esperava perto do lugar onde sentava.

          No final da aula, quis uma foto com essa moça. Ela assentiu. Algumas saíram sem foco até que duas ficaram boas. Informei que apagaria as feias e lhe enviaria as que ficaram boas.

          Não enviei nenhuma. As demais mandei revelar.



03 de junho


          Alanis estava conversando com Amanda. Assim que sua amiga saiu pensei que ela viria conversar comigo. Contudo dialogou por um bom tempo com o professor Wallace. Provavelmente tirando dúvidas para a prova marcada no final do mês.

          Fui embora e mesmo assim não falou comigo.

          Espero que esteja bem.



27 de junho


          Que ódio de mim! Sou burra! Muito burra!

          Hoje foi a prova final do professor Wallace. Antes da avaliação, que seria após o intervalo, fiquei durante meia hora escrevendo e desenhando. Não tenho culpa se é assim que tiro meu nervosismo.

  Porém, no momento da aplicação desse exame, larguei a bolsa desajeitadamente no chão, foquei apenas nas questões e esqueci do mundo.

          Nisso o diário caiu. Aberto!

          Só me dei conta quando cheguei ao pátio e não o achei na bolsa. Voltei correndo e quase atropelei uma coitada que nada tinha a ver com a minha burrice.

          "Deus... Livrai-me de mais uma mancada dessa, senão eu me mato!”



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           - Alô? - Alanis atende sonolenta.

          - ...

          - Alô? Quem é?

          - ...

          - Alô?! Fala alguma coisa!

          - Eu tô de olho em você, Alanis... (Sussurro)

          - Quem é você?

          - ...

          - Olha, isso não tem graça! Quem é que tá falando? Como sabe meu nome?

          - Só queria ouvir sua voz antes de dormir. Boa noite. (Sussurro)

          - Espere! Quem te deu meu número? Alô?

          - .!

          - Droga! Desligou. Vou retornar...

          (Chamando...)

           “O número que você ligou, não recebe chamadas, ou não existe.”



 
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          - É só um diário de uma moça estranha, tenente.

          - Daniel, você tá passando as folhas rápido demais. Nem parece que tá lendo. Volta um pouco. Tem umas páginas mais grossas que outras.

          - Ah. Olha só. O diário possui fotos, Gisele.

          - O que está escrito na legenda?

          - AMIGAS PARA SEMPRE.

          - Que horror! Será que...

     
     

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13 de agosto


          Hoje Alanis sentou do meu lado e ficou ali a aula toda. Melhor retorno impossível.

          Amanda faltou. Deve ser por isso.




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                         AMANDA


           - Amanda, tá acordada?

           - Tô, Alanis. Que foi? Tá tudo bem?

          - Não. Tem alguém me ligando por volta de meia-noite e às vezes de madrugada. Quando atendo não fala nada, ou diz sussurrando que está de olho em mim.

          - Credo, Lani. Vamos denunciar esse número pra polícia.

         - Não dá. Nunca é o mesmo. Fora que quando retorno a URA eletrônica diz que não existe. Pra piorar meus pais vão viajar e vou ficar sozinha por uns dias.

          - Quer que eu durma aí com você?

          - Ai, amiga! Obrigada! Não sei nem como te agradecer.

          - Relaxa. Eu tô precisando sair mesmo. Meus pais estão “embaçados”, entende?


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29 de agosto


          A sala marcou um reencontro pra essa sexta-feira numa pizzaria ao lado da faculdade. Eu nem iria, mas Alanis insistiu e facilmente me convenceu.

          Nunca pensei que me soltaria tanto perto de alguém. Temos muito em comum. Nós lemos quase os mesmos livros, e comemos as mesmas coisas. Tirei outra foto com ela. Pensei em postar, mas vou deixá-las comigo.



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          - Sua janela tem uma vista linda, Alanis.

          - É. Tem noites que fico aqui meditando na vida olhando a noite cair e as estrelas enfeitarem o céu.

          - Como é bom te ver sorrir, miga. Tá mais calma agora?

          - Tô, Amanda. Obrigada por ficar comigo.
         
          - Lani, de quem é aquele carro preto ao lado do poste de luz? É de algum vizinho chegando do serviço?

          - Não sei. Deve ser.

          - Miga... posso te perguntar uma coisa que eu sempre quis saber?

          - Pode.

          - Você lembra no final do ano passado... numa festa que teve na facul...

          - Lembro sim. Nossa... aquela noite eu fiquei chapada.

          - É verdade que você ficou com o professor Wallace?

          - Ah miga... ele ficou insistindo. Eu nem queria nada. Mas acabei cedendo. Você acha que seja ele que...

          - Na verdade suspeito de outra pessoa. Olha isso...



         
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          - Gisele, você acha que ela...

          - Vou fazer uma coisa...

          - O que vai fazer? Tenente, por que está cheirando os comprimidos que estão no chão?

          - Sabia! São remédios pra dormir. Conheci pelo tamanho e pelo cheiro. Dei muito isso pra minha mãe quando ela...

           (!!!)

          - Gisele! Ouviu isso?

          - Ouvi sim, Daniel! Está vindo de baixo da casa.



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                         CONFRONTAÇÃO



          - Oi, Alanis. Tudo bem, amor? Você queria falar comigo?
 
          - Sim, Débora. Preciso que pare de me perseguir.

          - Do que você tá falando?
         
          - Você sabe. Os comentários em minhas fotos, as ligações, enfim... Eu não quero mais que você se meta na minha vida, fui clara?

          - Mas eu não fiz nada. Nós estávamos virando amigas, não estávamos?

          - Nós não somos amigas, Débora!

          - Não entendo. Você sempre foi gentil comigo. Desde as dúvidas sobre a matéria, a ida ao crédito educativo, as conversas no pátio, nossas fotos na pizzaria...

          - Você tá louca? Eu nunca fui ao crédito educativo com você! No dia da pizzaria eu estava doente. E de que fotos você tá falando se nunca falei contigo? Eu nem te conheço!

          - Mas... Você não assiste a série Criminal Minds? Não ouve ‘Nenhum de Nós’?

          - Nunca vi tal série e não quero saber! Amanda me mostrou umas coisas que viu em seu diário. Não sei o que pensou de mim, mas peço que, por favor, pare de alucinar comigo!



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                         O PLANO



          - E aí?

          - Deu certo. Consegui um ótimo álibi.

          - A louca que falava sozinha?

          - Isso. Ela esqueceu o diário uma vez. Consegui dar uma rápida olhada. Quase que me pegou em flagrante.

          - Perfeito! Pegou o que eu pedi.

          - Primeiro me fala se você fez sua parte.

          - Claro que fiz. Tenho tudo o que você queria do professor Wallace. Sou “expert” nisso.

          - Maravilha!

          - E...

          - Consegui a calcinha que você pediu.

          - Delícia! Sabe que pedi algo a mais pelo serviço, né?

          - Vai ser conforme o combinado: apago a Alanis, coloco o saco em sua cabeça e levo pra sua casa com meu carro.

          - Excelente. Depois disso você tá com o caminho livre pra conquistar o professor. Já eu... vou me divertir com essa beleza.

          - Só não vai fazer besteira, hein.

          - Relaxa, Amanda. Prometo que ela nem vai sentir. Se quiser podemos fazer o mesmo com o Wallace.

          - Vejo isso depois. Obrigado, Kirosawa.




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          - O chão possui um porão oculto, Daniel.

          - Vou na frente, tenente Gisele. Me dê cobertura.

          - Positivo, sargento!

          - Há sangue nos degraus.

          - O que é isso? Tem duas pessoas amarradas em cadeiras!

          - Só um momento... estão vivos ainda. Mas o rosto desse homem está todo inchado.

          - Meu Deus. Quantos aparatos tecnológicos aqui. Que lugar é esse?

          - Tem uma carta no chão, sargento.



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                         A CARTA



          “Caros policiais, essa é a casa de Kirosawa Minato, um stalker profissional. A moça amarrada junto dele é Amanda Gonçalves.

          Obcecada no professor Wallace e com ciúme da amiga, ela arquitetou um plano para tirá-la de seu caminho.

          Kirosawa com a ajuda de Amanda teve acesso a vida de Alanis, onde criou um perfil falso e começou a persegui-la.

          Vale ressaltar que o próprio Kirosawa “stalkeava” várias meninas da Universidade, pois guardava pra si os dados pessoais que confiscava no setor que trabalhava. E Alanis... era um alvo muito desejado pelo criminoso.

          Ele e Amanda combinaram tudo. Tendo negociado informações do professor, ela forneceu dados de Alanis para o stalker, pois o mesmo já nutria uma paixão doentia pela moça. Tanto é que fazia ligações de um PABX que instalou em sua casa. Assim sempre poderia alterar seu número.

          Wallace no feriado do primeiro de maio recebera mensagens estranhas de um número estranho, embora fosse a própria Amanda com os dados que obteve através de Kirosawa.

          Ele tem lábia. Não me impressiona vê-lo infiltrado naquele lugar e ninguém tenha desconfiado.

          Porém, estive com meu carro numa noite na casa de Alanis e vi Amanda da janela. Cri que o plano estava prestes a ser executado. Então no dia do sequestro, raptei Amanda antes e fiz com que ela me dissesse onde morava Kirosawa. Chegando lá só tive o trabalho de colocá-los pra dormir com alguns comprimidos. A ligação anônima foi minha.

          Inspirada na preparação de atores como Daniel Day-Lewis, mergulhei num papel de louca e até escrevi um diário falso para permanecer na personagem. Deixá-lo a vista da Amanda foi arriscado, mas funcionou. O restante dos meus modos de investigação, talvez a monitora do crédito educativo explique melhor.

          Porém eu tinha uma motivação a mais para me envolver nisso.

          Kirosawa foi o responsável pelos traumas de minha filha no ensino médio e do meu abandono do cargo da polícia. Mas procurei-o por toda a parte e por Deus... o encontrei justo onde decidi estudar.

          Agora jogarei essa peruca e essa máscara fora. Além do mais, já alterei meu nome, porque Débora é o nome da minha filha.

          Há o dia da caça... e hoje foi o do caçador. Justiça feita.

          Caso encerrado. Saudade de vocês Gisele e Daniel.

          Ass: ex-agente Mariel".

           

Tema: STALKER
Leandro Severo II
Enviado por Leandro Severo II em 05/12/2019
Reeditado em 21/12/2019
Código do texto: T6811592
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Leandro Severo II
São Paulo - São Paulo - Brasil, 26 anos
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Leandro Severo II