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o prisioneiro

O prisioneiro
Aqui estou eu, preso nessa cela aguardando meu julgamento, não estou preocupado, na certa vou pegar uma pena leve (talvez uma semana no máximo) e logo estarei solto, tudo tinha dado certo, meu plano perfeito, quem disse que o crime não compensa, logo estaria curtindo meus milhões.
Me chamo Malcom, desde a minha adolescência sempre tive um talento para conquistar as pessoas, faze-las se sentir valorizadas, amadas , tinham um talento especial com as mulheres sempre tive facilidade de conquista-las tornei praticamente um garoto de programa, para tanto mantinham uma invejável forma física, mais o tempo passou eu agora já estava com mais de mesmo não sendo tão atraente assim, nunca gostei de estudos sempre fui um festeiro, vivia em , bebedeiras e orgias, meus pais reclamavam diziam que eu seria um fracasso na vida, como estavam enganados, assim que terminei o ensino médio não quis mais estudar, arrumei alguns empregos, o pouco que ganhava gastava com minha vida desregrada com muito álcool e drogas, mais eu logo passei a viver de pequenos golpes, me tornei mestre na arte de enganar as pessoas, ganhava dinheiro sem trabalhar, e sempre pintava umas coroas endinheiradas a procura de um pouco de aventura, mais  agora eu estava com mais de  30 anos, pensei que estava na hora de arrumar uma coroa rica para me sustentar, logo eu não seria mais tão jovem assim para manter meu estilo de vida extravagante , um dia eu conheci a vítima perfeita uma solteirona ricaça, 25 anos mais velha que eu, seu nome era Marisa dona de uma cadeia de lojas de moda feminina. Não Me importava que ela fosse bem mais velha que eu queria era me dar bem, ela não tinham filhos, ou mesmo parentes próximos, era sozinha o alvo perfeito, com meu charme logo me aproximei dela e acabei conquistando seu coração, só que as coisas não andaram como eu queria, a velha não me deixava um minuto em paz vivia no meu pê morria de ciúmes de mim, não me deixava sair de casa só com ela, para mim aquilo foi se tornando um tormento, para piorar a coroa não deixava eu usar o cartão de crédito dela, ela me dava uma mixaria para passar o dia, aquilo foi me cansando eu esperava ter uma vida de luxo, mais também liberdade para curtir , que nada a velha era uma chata, foi ai que eu comecei a planejar me livrar dela para ficar com o dinheiro  todo.Enquanto ela estivesse viva eu não podia desfrutar como eu queria, então comecei a planejar uma maneira de acabar com ela, mais eu tinha de fazer de uma forma que ninguém suspeitasse de min, então um dia ela precisou viajar para outra cidade, eu pensei `` e agora que vou armar o esquema para me livrar daquela bruxa e ficar com tudo” só que eu na minha ganância e para ficar com o dinheiro da minha esposa, ignorei algo que estava acontecendo no mundo , havia notícias esparsas na imprensa sobre estranhos acontecimentos sobre estranhas nuvens escuras que se projetavam sobre cidades no interior do país, muitos diziam que era apenas lendas urbanas, mais vídeos na internet, mostravam que de fato formações estranhas estavam surgindo, nuvens mais não eram de chuva era como uma fuligem, escura, que causava estranhas perturbações nas pessoas, alucinações crises de loucura, até mesmo assassinatos, equipes de tv foram para as cidades mais nada encontraram de anormal, no entanto os boatos persistiam, mais ninguém conseguia provar que de fato aquilo estava acontecendo, muitos suspeitavam que as imagens na internet eram montagens , enganações e as supostas vítimas, não surgiam, era como se as pessoas não quisessem comentar os acontecimentos, apenas alguns poucos tinham coragem de relatar o fenômeno, médicos e cientistas diziam que era apenas histeria coletiva, um medo que surgiam de repente e se espalhava pela sociedade, quanto as tais nuvens nada constava nos relatórios da meteorologia, os rumores persistiam , mais eu nem me dava conta disso tão focado eu estava no perverso plano de matar a minha esposa.




Mais a roda do tempo se movia e eu precisava resolver o meu problema, comprei uma arma uma pistola automática, com isso pretendia acabar com a vida da minha “querida “ esposa, mais não era tão simples eu tinha de ter um álibi para evitar as investigações. Assim comecei a traçar um plano. Eu precisava de alguém para me ajudar, de um cumplice tinham de ser alguém ingênuo e que precisasse muito de dinheiro. Por dias pensei em diversas pessoas foi ai que lembrei de um amigo meu motorista de UBER ele tinham a minha altura e era parecido comigo, chamei ele pelo aplicativo eu costumava solicitar os serviços dele quando meu carro não estava disponível, uma noite, o chamei aproveitei que a megera não estava em casa, fomos para um bar não muito longe da minha casa foi então que eu o convidei para beber, ele recusou eu disse – esta certo Carlos você bebe cerveja sem álcooldesse jeito tudo bem doutor Malcom - entramos no bar começamos a conversar Carlos era o cúmplice perfeito , ingênuo e muito pobre, conversamos então eu fiz a proposta – Carlos eu confiou muito em você saiba que o considero um amigo – é mesmo doutor Malcom – pare de me chamar doutor pode me chamar só de Malcom – está certo – disse o pobre homem, eu então fiz a proposta – Carlos eu sei que você precisa de dinheiro – e verdade tenho mulher e filhos o que ganho mal dar para nos alimentar – pois então eu tenho uma proposta para você – proposta - sim escute eu tenho um amigo meu que é dono de um bar numa cidade aqui perto eu queria fazer uma brincadeira com ele - uma brincadeira – sim escute, você vai vestir minha roupa e dirigir meu carro até o bar chegando lá você vai arrumar confusão, vai beber e comer e no fim não vai querer pagar, ai você foge entra no meu carro e vai embora, a noite ninguém vai notar a diferença você é até um pouco parecido comigo – seu Malcom o senhor quer que eu faça isso e seu eu for preso?- não se preocupe depois eu assumo a culpa, a gente troca de roupa, eu pego meu carro e apareço na praça depois eu conto tudo pro meu amigo e pago a fiança dinheiro não é problema pra mim no fim vamos dar boas risadas – e o que eu ganho com essa brincadeira boba – eu pago 10 mil reais pra você – caramba tudo isso por uma pegadinha – e isso mesmo você topa – claro que quero – então está combinado mais você não pode contar a ninguém nem a sua mulher está claro – sim senhor Malcom – respondeu o motorista Carlos, Como foi fácil convencer aquele simplório e pobre homem ele nem desconfiava no que estava se metendo. A primeira parte do plano estava acertada, ele era o meu álibi perfeito. Enquanto isso o estranho fenômeno volta e meia, aparecia provocando polêmica e medo. Quanto a mim isso não me interessava estava muito focado nos meus planos para pensar em bobagens da Internet. Eu estava errado mais nessa época eu não pensava nisso.
Ai surgiu a ocasião, a circunstância  certa minha “querida” esposa Marisa precisava fazer uma viagem para resolver um problema e chegaria apenas as cinco horas da manhã do outro dia , o momento perfeito, ela chegaria e iria até nosso quarto a minha procura, como ela era uma pessoa muito metódica e disciplinada, o horário que ela marcou pra chegar eu sabia que ela era pontual a não ser que houvesse um caso inesperado, era a única coisa que poderia atrapalhar meus planos , mais não importa eu levaria meu plano até o fim.
Logo entrei em contato com meu álibi, o motorista de UBER, marquei para o dia seguinte a nossa “brincadeira”. Eu estava ansioso, mais precisava disfarçar minha esposa saiu logo cedo para pegar o avião, e foi recomendando – espero que você esteja em casa amanhã quando eu chegar – claro querida que estarei te esperando meu amor - ela foi embora para o aeroporto, eu esfreguei as mãos – o plano perfeito logo estarei livre dessa megera e seu domínio - assim que ela se foi liguei para o motorista Carlos do UBER marcamos um lugar de encontro na praça central da nossa cidade. Ali eu combinei com ele para , fazer a brincadeira as quatro e meia da madrugada, nesse horária o meu pobre amigo dirigia meu carro vestido com minhas roupas, quanto a mim aluguei um carro pequeno me vesti de preto coloquei uma máscara, eu usava luvas para não deixar impressões digitais, e aguardei, escondido no quarto da minha esposa, liguei para o celular do motorista , ele disse que estava saindo no carro eu pedi que ele me ligasse assim que chegasse no bar, não esperei muito 20 minutos depois ele me ligou – seu Malcom aqui estou em frente ao bar vou entra vai ser divertidosim meu amigo quando tudo acabar me ligue me informando de tudo – tá legal – fiquei esperando ouvi o carro de minha querida esposa chegar no horário certo, coloquei o celular no silencioso para evitar ser descoberto ele apenas vibraria quando Carlos me ligasse. As cinco horas e cinco horas da manhã recebi o telefonema tão esperado – senhor Malcom deu tudo certo – ele falava nervoso mais eufórico – então fez tudo como foi – foi engraçado eu comi e bebi me recusei a pagar , comecei uma confusão, alguns homens vieram pra cima de mim eu fugi , sai correndo como um louco o dono do bar ficou maluco gritando de raiva precisava ver a cara dele – tudo bem agora me espere no local combinado dentro de uma hora estarei por ai - sim seu Malcom tá certo - agora a segunda parte do meu plano, fiquei atrás da porta com a arma engatilhada na cama eu deixei alguns travesseiros cobertos com um lençol para ela pensar que era eu que estava ali, eu escutei ela subindo as escadas preparei a arma, meu coração disparou eu nunca tinham matado ninguém minhas mãos tremiam segurando a arma mais eu não podia fraquejar , mais tentava me acalmar eu estava de máscara minha arma pronta, a porta abriu eu atrás da porta escondido ela entrou resmungando – querido cheguei nossa que viagem cansativa , ei acorda sou eu – quando ela se aproximo da cama para tirar o lençol , eu mirei e atirei quase a queima roupa com o silenciador ninguém ouviu o barulho acertei a base do crânio a morte é instantânea eu tinha treinando bastante com bonecos , ela tombou sobre a cama, morta e da cabeça esguichava sangue como um chafariz , confesso que senti um estranho prazer ao ver a velha sem vida – nunca mais ela iria me atormentar e agora serei um homem rico, viagens, mulheres, vou comprar imóveis, carros de luxo sou um homem livre e rico, - mais agora tinha de cumprir a última parte do plano, ainda vestido de preto como um ninja, sai da casa peguei algumas joias e dinheiro para parecer um caso de assalto comum , peguei o carro alugado me afastei, na locadora onde eu aluguei o carro eu fui disfarçado , dessa forma o locador não teria como me incriminar, quando houvesse uma investigação, tirei a roupa preta e vesti outra comum. Dirigi até o ponto de encontro com o motorista do UBER, fica perto de um rio ao chegar lá era por volta das cinco e meia, desci do carro (eu já tinham me livrado da roupa preta de ninja da outra roupa que enganou o locador  e vestia roupa comum ) o motorista me recebeu com alegria – senhor Malcom que prazer em velo – o prazer é todo meu amigo agora vamos trocar de roupa – vesti a roupa que ele usava, e dei a minha pra ele, assim que nos trocamos ele indagou – e meu dinheiro senhor Malcom – eu disse – há sim , está no banco de trás do carro numa mochila em notas de 10 reais – o cara abriu a porta e viu a mochila quando ele pegou ( que na verdade só tinha papel) eu atirei a queima roupa na base do crânio morte instantânea, ele tombou sobre o banco traseiro do carro espirrando sangue e miolos para todos os lados , eu fiquei eufórico – consegui agora ninguém poderá me acusar de nada ele era a única testemunha que poderia me denunciar e está morto - empurrei o carro com o corpo do motorista para dentro do rio, o carro mergulhou e desaparecei após isso me livrei de tudo relacionado com o crime, cavei buracos enterrei tudo as roupas usados nos crimes , as luvas o produto do roubo simulado a arma do crime. No meio do mato ninguém jamais encontraria, peguei meu carro e dirigi até a cidade era por volta das sete horas estava sujo e suado foi até a praça me deitei num banco tinha uma garrafa de uísque bebi um pouco e adormeci com o meu carro parado em frente ao banco onde eu estava, por volta das oito horas já era dia quando fui acordado por um policial – o que foi seu guarda – o senhor foi acusado de promover um tumulto no bar queira me acompanhar – fingindo estar bêbado cambaleei e fui levado á delegacia, ali fui encarcerado por desordem e não pagar a conta do bar. Tudo estava saindo como eu havia planejado, ninguém desconfiaria de mim quando minha esposa foi morta aparentemente eu estava em outra cidade pois dirigia meu carro e como o motorista estava vestido como minha roupa e era parecido comigo, o dono do bar presumiu que era eu mesmo, assim ninguém poderia dizer que fui eu o assassino além do mais as câmeras de segurança registraram um homem vestido de preto num carro pequeno saindo da mansão da senhora Marisa, os legistas atestaram a morte de minha esposa as cinco horas e 10 minutos, as seis horas e meia eu matei o motorista as oito horas eu fui encontrado na praça bêbado, fui reconhecido por alguém que passava como o sujeito que tinham provocado o tumulto no bar, a praça fica perto do bar. assim tudo indicava que eu não poderia ser o criminoso o plano perfeito se não fosse por um terrível detalhe.
É incrível quando estamos focados num objetivo esquecemos do resto, e as vezes pagamos caro por isso foi o que aconteceu comigo. Na cadeia eu recebi a notícia da morte de minha esposa, fingi tristeza, sou um ótimo ator, me deram uma licença e fui ao enterro, lá estava eu de luto saboreando minha vitória, mau sabia, as terríveis consequências de meus atos. Voltei para cadeia meu advogado garantiu que em 48 horas eu estaria livre, era só pagar a fiança e responder em liberdade o processo, mais essas seriam as piores 48 horas de minha vida.
O castigo
Pela manhã eu acordei na minha cela, me levantai escovei meus dentes fiz a barba logo chegaria meu café da manhã, mais notei algo estranho, eu sempre acordava com o burburinho matinal dos policiais, falando andando pelo prédio o som do rádio ligado os homens tomando café, na pequena delegacia só havia eu como prisioneiro, o silencio imperava, andei até as grades da porta e olhei mais não vi ninguém, já estava na hora de meu café da manhã , mais ninguém aparecia, os guardas eram cordiais comigo nunca me trataram mau, eu gritei - ei tem alguém ai eu quero meu café - mais do corredor nem uma resposta, o silencio imperava aquilo começou a me incomodar não era normal foi ai que escutei o barulho de sirenes que vinha da rua, eram sirenes da carros de polícia e ambulâncias, e a voz nervosa dos policiais gritando - vamos embora, ela está chegando, rápido vamos sair daqui, - eu pensei - ela quem? oque está acontecendo nessa droga de cidade ? - ouvi o som de pessoas correndo e falando mais não entendia o que diziam - me desesperei e gritei - ei alguém me ajude o que está acontecendo ? - a apos isso não houve mais nada, era como se as pessoas da cidade tivessem fugido por alguma razão mais o pior era que tinham se esquecido de mim, eu estava sozinho naquela cela, foi ai que notei algo a porta da minha cela não estava trancada abri e corri feito um louco, pelo corredor cheguei na sala principal da delegacia pública, não havia ninguém tudo estava revirado , os policiais aparentemente tinham fugido apressadamente eu estava solto, olhei pela janela a rua estava deserta nenhum carro nenhuma pessoa o que não era normal pois aquele prédio ficava na rua principal da cidade sempre havia movimento, notei um quiosque abandonado com todos os produtos alimentícios , o comerciante estava tão desesperado para fugir que abandonou tudo, olhei numa mesa e vi o rádio finalmente eu teria alguma informação sobre o que estava acontecendo naquele lugar. Liguei só havia estática, finalmente sintonizei uma rádio a transmissão era péssima com muitos chiados e interrupções, dizia mais ou menos isso - atenção todos devem sair - ela está chegando, o serviço chiaaaaaaa, diz que chiaaaaaa, nada podemos chiaaaaaaa - depois parou não ouvi mais nada alguma coisa estava chegando eu não sabia o que era, foi ai que uma lembrança assaltou minha mente - será que é a tal nuvem? então tenho de sair daqui - desesperado revistei todas as gavetas precisava das chaves as portas estavam todas trancadas, não achei nada, pequei uma cadeira e arrebentei uma janela pulei por ela sofri alguns arranhões por causa dos cacos de vidro mais na de grave saltei para a calçada que circundava a cadeia, assim que sai da prisão olhei ao redor estava tudo deserto parecia que eu era o único na cidade uma sensação de medo , de desespero tomou conta de mim eu nunca me senti não vulnerável e solitário em toda a minha vida , olhei o céu percebi que estava anoitecendo, sombras se projetavam , mais seria a noite? ou a tal nuvem misteriosa, me arrependi de nunca ter dado importância para as notícias sobre a misteriosa nuvem, eu não sabia nada sobre aquele fenômeno, apenas que ele era maléfica e afetava as pessoas , disparei pela rua correndo queria sair daquela cidade amaldiçoada, corria pela ruas poeirentas não fazia calor sentia apenas uma brisa fria, notava a escuridão rapidamente tomando conta de tudo, fazendo emergir aqui e ali sombras esparsas eu conhecia aquela cidade sabia que aquela era a rua principal que logo eu chegaria a saída da pequena cidade, mais quanto mais eu avançava mais escuro ficava o pior e não tinham meu celular par iluminar meu caminho, foi ai que eu percebi que a escuridão foi diminuindo, as coisas foram ficando mais claras, - pensei estou saindo desse lugar maldito - mais qual não foi minha decepção quando percebi que tinham voltado para a praça onde ficava a delegacia eu tinham voltado para o mesmo lugar que eu tinham saído - não e possível eu não sai dessa droga de cidade - estava cansado da correria me sentei num banco olhava o céu escuro os postes de iluminação estavam ligados mais era uma escuridão diferente não via estrelas ou a lua era como um manto agourento cobrindo aquele lugar, voltei a delegacia entrei pela janela liguei o rádio tentando encontrar alguma orientação alguma notícia mais nada só estática, estava com fome e sede encontrei a geladeira estava repleta de alimentos pelo menos não iria passar fome , após comer e beber mais descansado, acabei encontrando a chave da porta da cadeia, sai para a praça tudo na mesma, escuro e vazio, resolvi pega outra rua qualquer tinham de ter uma saída daquele lugar infernal, andei pela rua quando cheguei no final lá estava a praça , eu estava andando em círculos, tentei outras ruas eu sempre voltava para o mesmo lugar então me dei conta que estava preso naquele lugar - e agora o que eu faço essa coisa está me prendendo aqui - pensei - deve ser castigo pelo que fiz mais que droga de castigo coisa nenhuma eu estou preso nessa merda de cidade mais uma hora essa coisa vai embora e eu volto pra minha vida e para minha riqueza - tentei me acalmar lembre de algumas informações esparsas que ouvi, sobre a nuvem , que ela passava algumas horas depois ia embora lembrei das histórias que a nuvem afetava a mente das pessoas  e se eu visse algo estranho e apenas ilusão só isso nada demais e só uma questão de tempo eu vou superar isso - caminhei até a delegacia e resolvi tentar abrir a porta de alguma casa por curiosidade, abri uma porta de uma casa vizinha qual não foi minha surpresa só havia a mais profunda escuridão não se enxergava nada, depois abri outras portas com o mesmo resultado apenas escuridão absoluta, o único lugar onde eu podia ficar que tinha luz era a delegacia, tinha acabado de entrar na delegacia quando ouvi um choro de criança vindo da praça - pensei - na certa outra vítima como eu que não conseguiu fugir - abri a porta e corri em direção ao choro vi um menino sentado num banco, me aproximei e qual não foi minha surpresa - quando toquei no braço do menino , ele me olhou era o rosto de Carlos o motorista que eu matei tive um susto dei dois passo pra trás e pensei - é uma ilusão não é real - ai ouvi a voz nítida de Carlos gritar - por sua causa meus filhos vão chorar - corri assustado, quando cheguei perto da delegacia , vi uma mulher era a esposa de Carlos ela me olhava com ódio e gritava – você matou meu marido seu maldito - eu gritei - vá embora você não é real - ela reagiu deu uma risada - kkkkkkkkkkkkk - entrei dentro da delegacia estava perturbado, assustado - essa maldita nuvem está me enlouquecendo mais não é real e ilusão,- fechei a porta, foi ai que eu ouvi nitidamente a voz da minha falecida esposa, -- Malcom querido abra a porta sou eu Marisa, - não pode ser ela está morta olhei pela janela e vi era ela mesmo na entra da delegacia vestia o mesmo vestido do dia em eu a matei parecia alegre e sorria, fui até a porta e disse – Marisa e você mesmoclaro amor abra a porta – eu abri sabe oque vi era Marisa mais o rosto dela era apenas um buraco cheio de sangue , horrorizado eu gritei – nãaooooo – e fechei a porta eu a tranquei ela continuava falando – amor abra a porta – eu disse – vá embora você está morta sua maldita – a voz cessou olhei pelas janelas não vi mais Marisa, de repente toda a praça ficou ás escuras o único lugar com luz era a delegacia, ai eu escutei minha própria voz dizendo – o plano perfeito mato minha esposa e fico com o dinheiro – olhei a janela então tudo se iluminou e vi eu mesmo vestido de preto com uma arma na mão eu dizia – agora só preciso matar Malcom e ficar com toda a riqueza – eu pensei – não , não é possível eu estou enlouquecendo – ai eu escutei a porta da delegacia sendo arrombada, alguém dava fortes pancadas eu desesperado me armei com uma faca que encontrei na cozinha eu gritei – vá embora – ai eu ouvi minha própria voz dizer – você sabe de tudo tenho de te matar – houve um tiro a maçaneta da porta foi arrancada eu corri pelo corredor fechei outra porta, votei para a prisão tranquei a porta e fiquei apavorado, ouvi a outra porta ser arrombada, eu gritei – vá embora me deixa em paz – escutei passos cada vez mais perto então tudo ficou em silencio, por alguns minutos ficou calmo notei uma claridade na janela espiei pra fora e vi que as trevas estavam se dissipando, senti um alivio pensei – a nuvem se foi estou salvo – mais então atrás de min escutei o barulho de uma arma sendo engatilhada, quando me virei e olhei lá estavam Carlos e Marisa seus rostos tinham uma exptressão de ódio , e cada um com uma arma na mão foi a ultima coisa que vi então tudo apagou.
   Senhoras e senhores aqui e o reporte da rede BC A comunicações nessa manhã de Sabado a  estranha  nuvem cobriu a pequena cidade de Santana apos algumas horas ela se foi   deixando a pequena cidade ,  caótica e deserta, felizmente toda a população fugiu antes da nuvem chegar,  menos  um preso por nome Malcom foi encontrado morto na delegacia com um tiro na cabeça, na mão direita uma arma ele cometeu suicídio.
 
ideraldoluis
Enviado por ideraldoluis em 17/10/2019
Reeditado em 20/10/2019
Código do texto: T6772388
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