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Visita

Eu estava à toa, assistindo Netflix no escuro, quando vi uma silhueta na janela. Ela se moveu, lentamente, em direção à porta de casa. Para estar ali ele pulou o muro, então era um invasor. Rapidamente peguei o cassetete do meu avô atrás do armário e destranquei a porta bem devagar, disposto a pegar meu visitante de surpresa. Ao abrir, porém, dei de casa com um sujeito sem nenhuma carne na face, o olho esquerdo faltando, um cabelo branco bastante envelhecido, e um facão na mão do tamanho do meu antebraço. Eu paralisei ao olhar para ele, que também pareceu assustado - pelo menos sua mandíbula se abriu, como quem fica boquiaberto, mas era difícil entender bem sua expressão, já que ele não tinha lábios ou língua.

- Oh, me desculpe. - Ele quebrou o silêncio, falando com uma voz cadavérica sabe-se lá como. - Casa errada.
 
Fez uma reverência, deu meia volta e sumiu na escuridão.
Raphael Meza
Enviado por Raphael Meza em 09/07/2019
Código do texto: T6692190
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Raphael Meza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 25 anos
202 textos (14892 leituras)
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Raphael Meza