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Natal Macabro

25 de dezembro de 2002, 10:30 am, os preparativos para o natal estão a todo vapor, os comércios e ruas estão lotados. Famílias inteiras indo às compras nesta data tão especial, tornando assim, esse momento muito delicado. Em dias como esse, vários crimes são relatados a polícia, alguns mais leves, já outros, um pouco mais graves. Foi na cidade de Send, um pouco afastada do centro, e com poucos moradores, que se sucedeu um crime bárbaro. Os acontecimentos foram relatados por uma das vítimas, ela conseguiu fugir e poupar sua vida.
Tudo começou quando uma família, pai, mãe e filhos, chegaram em sua residência após saírem as compras. Eles moravam em uma chácara, e não haviam muitos vizinhos ali na região. Ao entrarem na casa, foram surpreendidos por uma pessoa mascarada. Rapidamente todos foram amarrados, após isso começou-se uma sessão de tortura a família. Um a um iam sendo levados para outro local, ficando assim, a sós com o tal mascarado. O primeiro a ser torturado e morto foi o pai. O assassino agiu com muita crueldade. Antes de tudo começar, ele colocou anzóis em suas pálpebras, impedindo que a vítima piscasse os olhos. Logo após, ele teve a língua cortada. Já no outro cômodo, a família gemia horrorizada com tudo aquilo que estava acontecendo.
A tortura ao pai continua. Ele começa receber cortes com uma lâmina por todo o corpo, depois tem álcool jogado em cima dos cortes. A dor é tão insuportável que ele desmaia, mas isso não impede que o assassino continue com sua crueldade. Um alicate é usado para arrancar todos os dentes da vítima, e uma tesoura de cortar gramas é usada para decepar seus dedos. A crueldade aumenta a cada segundo, a barbaridade não tem fim. Sem dó nem piedade, o assassino pega uma serra e começa arrancar pernas e braços do pobre homem. Por fim, abre a vítima e arranca seu coração.
O próximo escolhido é a mãe, ela já estava totalmente perturbada, foi completamente tomada pelo medo. Os filhos, coitados, ficam ali vendo tudo acontecer sem poderem fazer nada. Cada segundo é precioso, a ânsia de conseguirem se soltar não tem fim, eles sabem que não têm muito tempo, precisam ter êxito em suas tentativas, senão a morte será a única certeza. Antes de ser torturada, a mãe desmaia, não conseguiu suportar. O assassino foi bem rápido com ela, apenas cortou sua garganta, e como fez com o pai, arrancou seu coração.
O menino, filho do casal, foi a terceira vítima. Sua irmã ficou ainda mais apavorada ao vê-lo sendo levado, ela sabia que uma de suas únicas esperanças deixara de existir. Cada gemido dele alimentava o ódio que passou a existir dentro dela. Diferente dos pais, o menino foi torturado com animais. Primeiro sofreu um ataque de formigas carnívoras, depois, algumas abelhas furiosas foram postas em algumas partes de seu corpo. Enquanto ele gritava de dor, sua irmã tentava incansavelmente se soltar. Agora, com algumas lacraias e escorpiões em mãos, o assassino mascarado apavora mais ainda o menino. Seu corpo já está todo ferido e ensanguentado, mas ele sabe que isso vai piorar.
Alguns minutos depois a menina consegue se soltar, então, caminha silenciosamente em direção a sala onde estão seu irmão e o assassino. Pega uma faca e golpeia fortemente o mascarado, depois pega um pedaço de madeira e o golpeia novamente, conseguindo desmaiá-lo. Ela e seu irmão, ferido e sem forças, começam a correr em busca de ajuda. Não demora muito e eles avistam o assassino vindo atrás deles. O menino sabe que não conseguirá fugir por muito tempo, então, na tentativa de salvar sua irmã, começa a correr para o lado, na esperança de que o assassino vá atrás dele, dando assim, mais tempo para sua irmã. O plano deu certo, o mascarado começou a perseguir o garoto, que não conseguiu ir muito longe por causa dos ferimentos. Já sua irmã, continuou correndo apavorada em busca de ajuda, tendo em mente a certeza de que seu irmão foi um herói ao dar sua vida para salvar a dela. Algum tempo depois ela avista um carro, então começa acenar, tentando chamar a atenção de quem está no volante. Ao se aproximar do carro, a menina conta desesperadamente o que houve. Depois de ouví-la, o motorista a coloca no carro e vai até a cidade procurar ajuda na delegacia mais próxima.
Ao término do relato, o delegado solicita o maior número de carros e homens para irem até a chácara da família. Ao chegarem no local, ficam horrorizados com aquela cena, nunca tinham visto algo parecido. Após um breve vasculhamento pela casa, constatam que não há ninguem vivo e que o assassino não está mais ali.
A cena do crime descrita pelos policiais foi a seguinte: logo na entrada da casa haviam 3 corpos, 2 deles brutalmente feridos, e todos com uma cavidade no lado esquerdo do peito. Ao se aproximarem dos corpos, viram que seus corações haviam sido arrancados, mas estes não foram achados em nenhuma parte da casa. Em cada um dos quartos havia uma mensagem escrita com sangue. No quarto dos pais: "Braços e pernas lhe são muito prestativos, a menos que você já esteja morto" / "O marido protege a mulher e os filhos, mas cadê o seu para fazer isso por você? Ah é, eu o matei"
Já no quarto do filho: "Você salvou sua irmã, merece um prêmio.... a morte!"
A menina conseguiu se salvar, mas havia uma mensagem em seu quarto tambem. "Você sobreviveu, mas do que adianta estar viva se todos da sua família estão mortos?"
Na cozinha acharam mais um recado: "Eu fugi, levei seus corações, são meus troféus. Eu os matei, então os mereço. Não pararei por aqui, a cada natal uma família morrerá. Desejem sorte à elas!"
Várias buscas foram feitas na região, mas os policiais não encontraram absolutamente nada, nenhum vestígio foi deixado pelo assassino.
Após uma matéria a respeito do crime ser publicada no jornal, famílias inteiras entram em pânico, todas elas temem ser a próxima. Um alerta foi dado a toda população de Send e as cidades vizinhas, todo cuidado é pouco.
Agora, todos aqueles que esperavam ansiosamente pelo natal, desejam a inexistência do mesmo.

"A vítima, única sobrevivente, foi submetida a internação, pois apresentava fortes sinais de transtorno psicológico. Tios e avós tentavam confortá-la de todas as maneiras. Agora eles eram sua única família."

25 de dezembro de 2003, protejam suas famílias!
Akarth
Enviado por Akarth em 27/03/2014
Código do texto: T4746429
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Sobre a autora
Akarth
Santa Maria - Distrito Federal - Brasil, 24 anos
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