A MULHER DO CAPETA

Engraçado, eu na Idade Média era mulher. Lembro-me de que Gil Vicente escreveu sobre mim no Auto da barca do inferno e era tratado por senhora. Aos poucos fui me metamorfoseando, mas ainda não tenho uma forma definida. Mesmo assim, uma mulher se interessou por mim, sem medos e eu nunca exigi nada dela ( não pude evitar o cacófato). Ela é católica praticante e mortal. E vou dar o braço a torcer, eu amo aquela mulher do jeito que ela é, sem tirar nem por. Você pode estar se perguntando como um ser perverso como eu pode amar alguém, pode ter compaixão, pode realmente olhar para a alma de um ser humano sem estar querendo quase nada em troca? Quase, porque a respiro e necessito de sua doce companhia. Respondendo: Lembre-se de que já fui um anjo e jamais deixarei de sê-lo. Ela é meu paraíso no meio da tormenta. Vou amá-la até o fim dos seus dias e eu mesmo a conduzirei aos céus. E se ela me abandonar antes disso? Nem quero pensar uma coisa dessas.
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LYGIA VICTORIA
Enviado por LYGIA VICTORIA em 21/12/2012
Reeditado em 10/06/2014
Código do texto: T4047471
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