VESTIDO DE NOIVA

VESTIDO DE NOIVA

vestido no MercadoLivre!" onmouseout="this.style.fontWeight='normal';" onclick="MeliWords_ClickAd(0)"> VESTIDO DE NOIVA

Faltava apenas duas semanas para o casamento. Estava quase tudo pronto. Ana Amélia foi buscar o vestido na costureira. Dirigia em alta velocidade pelas ruas de sua cidade. Ao contornar o cemitério, sentiu um estranho calafrio, e deu uma olhada para o lado, ansiando chegar o dia para entrar naquele maravilhoso vestido. Quando voltou o olhar para a sua frente. Não teve mais tempo. Seus olhos ficaram paralisados de horror e dor ao encontrarem o ônibus entrando por dentro de seu carro.

O noivo incansável esperava na porta da igreja no dia marcado. Não via nenhum convidado chegar, mas sabia que eles estavam atrasados, mas viriam, com certeza. Duas horas se passaram e o noivo continuava esperando na porta da igreja, todo arrumado, perfumado.

Naturalmente que o pai do noivo estranhou sua ausência em casa, já era tarde quase meia noite, foi até a porta da igreja, pois sabia que ele só poderia estar por lá, esperando por ela.

Mais uma vez o pai confirmou a suspeita de que o filho dava plantão na porta da igreja.

Resolveu segui-lo de perto. Anoiteceu, ele saiu de carro, e dirigiu até a porta do cemitério, que já estava fechado. Estacionou o carro, saiu e pulou o muro do cemitério. Levava na mão uma pá e uma enxada. O pai ficou assustado com o procedimento do filho. Seguiu o filho até uma rua deserta dentro do campo santo. Ficou observando de longe. O filho abria o túmulo, com sacrifício tirava o corpo do caixão, levantava as saias do vestido, e penetrava aquela carne fria e morta. Depois de fazer juras de amor eterno abraçado ao cadáver da amada, fechava as calças, levantava-se colocava o corpo no túmulo novamente, fechava o caixão. Daquela vez, o pai observou no escuro e viu que alguma coisa ainda brilhava e sacudia ao vento. Viu o filho pular novamente o muro do cemitério, entrar no carro e ir para casa. O pai do pobre rapaz na manhã seguinte constatou que o pedaço de pano que brilhava ao vento, era uma parte do vestido de noiva de Ana Amélia.

Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 28/12/2011
Reeditado em 25/07/2015
Código do texto: T3409947
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2011. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.