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Pálido Ponto Laranja

[Continuação de "Use a Força e fique rico"]

O cruzador "Bloctha Sey" emergiu do hiperespaço no interior de um sistema solar jovem, na orla das Regiões Desconhecidas. O alerta de proximidade começou a apitar insistentemente: havia asteroides e pedras menores cortando o espaço próximo em todos os sentidos.

- Tem certeza de que é uma boa ideia fazer uma parada aqui, mestre? - Indagou Claest Mumdur, atento aos sensores que registravam a integridade do campo de força da nave.

- Vi esse lugar numa visão da Força - declarou o jedi Tarja Durgen, expressão concentrada. - O sith Darth Beith recolheu algo aqui antes de partir para Alikar.

- "Aqui" é meio vago, mestre - avaliou Mumdur. - Teria uma localização mais precisa para começarmos a procurar?

Sem se virar para o piloto, Durgen estendeu o braço direito, dedo em riste, indicando uma região bem específica do espaço visto através da janela blindada da cabine de comando.

- Ali... naquele pálido ponto laranja!

Mumdur apertou os olhos. Depois, recorreu aos sensores de longo alcance no painel à sua frente.

- Eu não sabia que os jedi possuíam visão telescópica... - comentou, admirado. - Parece que há um planeta naquela direção, mas o brilho da estrela central não nos permite vê-lo diretamente.

- Palateli - declarou Durgen, cruzando os braços. - É um mundo em sua infância, onde a Força ainda está em fase de consolidação. Darth Beith buscava condições primitivas, para concretizar o que quer que tivesse em mente.

- Condições primitivas e perigosas - retrucou Mumdur apreensivo. - Esse planeta está sofrendo um bombardeio dos restos da formação deste sistema solar... não me diga que teremos que descer nele, mestre!

- Se um sith foi até lá, um mestre jedi também conseguirá - argumentou Durgen, inflexível.

- Os sith não são muito conhecidos pelo seu apreço pela vida, - ponderou o dalokiano - inclusive a própria. Mas seja lá o que a Força quiser...

O pálido ponto laranja foi crescendo na janela frontal, até tornar-se um globo coberto de nuvens que encobriam parte dos detalhes de sua superfície acidentada. Vez por outra, uma rocha espacial cruzava as vizinhanças da nave e se precipitava contra o planeta, deixando um rastro de fogo atrás de si.

- Sinto uma presença... algo muito forte - declarou Durgen, olhos fechados e mãos nas têmporas.

- Outro jedi? Um lorde sith? - Indagou o piloto, preocupado.

- Não... creio que descobri o que Darth Beith veio buscar em Palateli. É o que está me chamando agora. Siga para estas coordenadas!

E abrindo os olhos, ditou uma série de números que Mumdur digitou no console do computador de navegação. A "Bloctha Sey" desviou de curso, e pouco depois adentrou a atmosfera do mundo alaranjado. Finalmente, sobrevoaram um vasto deserto desolado, limitado por uma imensa cadeia de montanhas com picos escarpados. Pouco antes dela, a planície abaixo foi interrompida por uma enorme cratera de impacto.

- É aqui! - Exclamou Durgen. - Vamos descer no fundo dessa cratera!

Cuidadosamente, Mumdur manobrou a espaçonave até que pousaram no solo arenoso do astroblema, mais de 100 m abaixo da superfície. O mestre jedi ergueu-se do seu assento anatômico e encarou o piloto em triunfo.

- Sabe o que provocou esta cratera, Mumdur?

- Um asteroide bem grande, mestre - replicou prontamente o dalokiano.

- Sim, era bem grande...mas não era um asteroide qualquer.

E curvando a cabeça, olhos semicerrados, como se estivesse ouvindo um chamado distante, concluiu:

- Era um asteroide Kyber!

[Continua]

- [07-10-2019]
Alex Raymundo
Enviado por Alex Raymundo em 07/10/2019
Código do texto: T6763817
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Sobre o autor
Alex Raymundo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 57 anos
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