A Noite Azul

Foi um anos bom .Mil novecentos e setenta, numa noite de inverno. Noite de lua cheia e muito escura. Era o dia do Santo Antonio casamenteiro. Como a chamavam popularmente as famílias nordestinas.

Havia uma grande varanda com alpendre coberto na casa grande do sítio. Na casa do Vô tinha muitos instrumentos pendurados nas paredes. Acordeons, violões, cavaquinhos, pandeiros, triângulos guitarras etc. Seu Temístocles, tinha muitos filhos entre todos, eram dezessete. Ele gostava de musicas e queria que os filho aprendessem a arte ,mas, somente uma das filhas aprendeu. Ela afinava todos os instrumentos como uma verdadeira artista. As pessoas e moradores do sitio eram convidados a ir á casa do Vô Temístocles comer as delicias que havia na sua mesa. Temístocles tinha uma mesa sempre preparada para receber as pessoas: café, bolos, bolo de caco, queijos qualhada de leite, rapadura, mel, pão, cuscuz, leite, manteiga da terra, banana,manga, goiaba, e outras guloseimas. Sua mesa era muito farta. Lá na casa grande era o ponto onde os amigos se ajuntavam para trocar ideias, bater papo ,contar histórias. Os vizinhos vinham para casa do vovô muitas vezes pela manhã ,meio dia no horário das refeições e a noite para comer mesmo, se alimentar. Já era costume. Eles tinham o hábito de todos dias fazer uma visita e tomar o café com bolo de fubá com queijo, que a vovó fazia. Mas os amigos que nunca faltava eram o Taty , o Mario ,o Caio e Layla, e outros adolescentes. Os quatro jovens eram de pouca idade e muito divertidos, eles sim, que faziam as noites serem muito divertidas e alegre com a musica que cantavam e tocavam nos instrumentos bem afinados faziam todos dançarinos. Mas chega a hora que todos se juntavam para acender a fogueira em homenagem ao Santo Antonio.

Sentados todos, ao redor da fogueira para contar história. De preferencia, tinham que contar a história, de como começou o seu seu namoro e casamento. Cada pessoa contava como começou a namorar com sua esposa e como foi o seu casamento. Os jovens contavam histórias que seus avós contaram, para o publico, que gargalhavam sem parar. Parecia que a noite era eterna .Porque ninguém queria voltar para sua casas. Pessoas que nunca tinham recordado o seu passado, de quando namorou com seus companheiros, findavam recordando e tendo as lembranças boas revividas.

Alda uma de suas filhas, disse ter ouvido sua bisavó falar desde pequena que havia este santo que ajudava os casais namorar e depois se casar. E queria muito naquela noite arranjar uma namorado para se casar.

Todos gargalhavam felizes e falavam que também queriam se casar e viver felizes para sempre, como diziam nos contos de fadas.

A noite se passava. Já era tarde e todos estavam pararam para observar o final da fogueira que queimava e o brasal esquentava os corações que esperavam encontrar sua alma gêmea. Eles acenderam uma grande fogueira para o Santo, porque queriam ficar ali toda a noite.

Enquanto a noite se esvaia os jovens adolescestes faziam pedidos para o santo casamenteiro, em silencio. Eles queriam enamorar alguém que fosse vindo da mente do santo, para se desposar.

A noite escura, as estrelas brilhavam ofuscantes na noite fria. Os pirilampos ,vagalumes com suas lanternas piscavam no clarão, caiam com a fumaça escura que subia ao céus.

De repente a fogueira esfumaçava uma nuvem branca, e ficou mais escura a noite. Parecia que ela ia se apagar. Logo sem esperar ouviu se um ruído muito estranho.

Já era madrugada e os convidados, casais e pessoas vizinhas já estavam indo para suas casas. Mas os jovens ficaram ali, quietos e atentos naquele estranho ruído. Estavam ouvindo, mas nenhum deles se amedrontaram.

Olharam rapidamente para a lua, mas o barulho esquisito que parecia vir do céu, ou da lua, não vinha de cima.

Era na fogueira? Ou não. Era de alguma direção, que não sabia-se de onde.

Não dava para saber exatamente de onde vinha. Mas,em momentos diminuía, em noutro momento aumentava e estremecia a porta do armário da vovó. Mas transmitia pavor.

Foi nesse momento, que todos os jovens se juntaram. Ficaram agarradinhos, arrepiado e trêmulos. Encolhidos no canto da varanda.

Enquanto isto, alguns tapavam a boca uns dos outros, temendo que alguém se apavorasse e saísse correndo.

Durante cinco minutos, a presença de Santo Antonio naquele lugar estava clara. Os jovens esperavam ouvir algo, ou quem sabe, que o santo viesse falar algo para eles.

Mas não, isto não aconteceu. O silencio da noite esbanjava gotas de amor e orvalho sobre os jovens que ficaram ao redor da fogueira enamorados, envolvidos, elucidados pelo amor.

Passou o tempo. Caio e Layla ficaram abraçados e trocavam carinhos, lindos beijo, e sem perceber, já estavam namorando.

Mario vendo que eles se beijavam, olhou para Taty, já estavam agarradinhos, se beijam apaixonadamente.

Outros jovens amigos que estavam e aquecendo ao redor da fogueira também se abraçaram e começaram o namoro naquela momento mágico que o Santo casamenteiro trouxe para aos jovens. O momento de conhecer o amor, a paixão contagiante nos ares daquela fria magnífica noite de luar, era exatamente sereno e aconchegante.

Taty casou-se com Caio e hoje diz que encontrou a tampa da sua panela .

Layla casou-se com Mário e falam que são almas gêmea.

E foi assim até que eu volte com o próximo capítulo

@fatima_escritora

escritorafatimacoelhosoar

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Enviado por escritorafatimacoelhosoar em 04/02/2025
Reeditado em 04/02/2025
Código do texto: T8257222
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