Jaraqui o defensor do rio Amazonas.

 

**Capítulo 1: O problema do lixo**

 

Jaraqui era um peixe muito esperto e curioso. Ele gostava de explorar os igarapés e lagos do rio Amazonas, onde vivia com seus amigos. Ele se divertia nadando entre as plantas aquáticas, observando os insetos e os pássaros, e brincando com os outros peixes.

 

Um dia, ele estava passeando com seu amigo Tucunaré Relles, um peixe forte e valente, que gostava de caçar e lutar. Eles viram um grupo de peixes que estavam muito tristes e assustados.

 

- O que aconteceu com vocês? - perguntou Jaraqui.

 

- Nós estamos fugindo do lixo humano - respondeu um peixe chamado Cara Roxo. - Ele está invadindo o nosso lar e nos fazendo muito mal.

 

- Lixo humano? - repetiu Jaraqui, sem entender.

 

- Sim, lixo humano - confirmou outro peixe, chamado Tambaqui. - São coisas que os humanos jogam no rio, sem se importar com a gente. São garrafas, latas, sacos plásticos, pilhas, pneus e muitas outras coisas.

 

- E por que isso faz mal para vocês? - quis saber Tucunaré Relles.

 

- Porque essas coisas poluem a água, tiram o oxigênio, machucam os nossos corpos e nos deixam doentes - explicou Cara Roxo. - Alguns dos nossos amigos já morreram por causa disso.

 

- Que horror! - exclamou Jaraqui. - Isso não pode continuar assim. Nós temos que fazer alguma coisa.

 

- Mas o que nós podemos fazer? - perguntou Tambaqui. - Nós somos apenas peixes. Nós não temos como enfrentar os humanos.

 

- Nós não vamos enfrentar os humanos - disse Jaraqui. - Nós vamos limpar o rio.

 

- Limpar o rio? - repetiram os outros peixes, surpresos.

 

- Sim, limpar o rio - afirmou Jaraqui. - Nós vamos juntar todo o lixo humano que encontrarmos e levar para longe daqui. Assim, nós vamos salvar o nosso lar e a nossa vida.

 

- Mas como nós vamos fazer isso? - perguntou Tucunaré Relles. - Nós não temos força nem ferramentas para carregar essas coisas.

 

- Nós vamos usar a nossa inteligência e a nossa união - respondeu Jaraqui. - Nós vamos pedir ajuda para todos os peixes do rio Amazonas. Juntos, nós somos mais fortes.

 

- Eu gostei da ideia - disse Cara Roxo. - Eu quero ajudar.

 

- Eu também - disse Tambaqui.

 

- E eu também - disse Tucunaré Relles.

 

- Então vamos começar agora mesmo - disse Jaraqui. - Vamos fazer uma campanha para conscientizar todos os peixes sobre o problema do lixo humano e convocá-los para a limpeza do rio.

 

E assim eles fizeram. Eles nadaram por todo o rio Amazonas, falando com todos os peixes que encontravam pelo caminho. Eles explicavam a situação, mostravam o lixo humano e pediam a colaboração de todos. Muitos peixes se sensibilizaram com a causa e se juntaram à campanha de Jaraqui.

 

No meio da jornada, eles encontraram uma tartaruga chamada Bily, que também quis participar da campanha. Ela era muito sábia e experiente, e conhecia bem o rio Amazonas. Ela disse que sabia onde havia mais lixo humano acumulado e que podia guiá-los até lá.

 

Jaraqui ficou muito feliz com a ajuda de Bily e agradeceu a ela. Ele estava animado com a sua missão e confiante de que iria conseguir limpar o rio. Ele não sabia, porém, que essa seria apenas a primeira de muitas aventuras que ele viveria com seus amigos.

 

**Capítulo 2: A limpeza do rio**

 

Jaraqui e seus amigos seguiram Bily, a tartaruga, até o lugar onde havia mais lixo humano no rio Amazonas. Era um trecho do rio perto de uma grande cidade, onde os humanos jogavam de tudo: garrafas, latas, sacos plásticos, pilhas, pneus, eletrodomésticos e até móveis.

 

Os peixes ficaram horrorizados com o que viram. A água estava suja e fedorenta, as plantas aquáticas estavam murchas e os animais estavam sofrendo.

 

- Isso é um absurdo - disse Jaraqui. - Como os humanos podem ser tão irresponsáveis e cruéis?

 

- Eles não se importam com a gente - disse Bily. - Eles só pensam neles mesmos.

 

- Mas nós vamos mudar isso - disse Jaraqui. - Nós vamos limpar o rio.

 

- Como nós vamos fazer isso? - perguntou Tucunaré Relles. - Olha só a quantidade de lixo que tem aqui.

 

- Nós vamos usar a nossa inteligência e a nossa união - repetiu Jaraqui. - Nós vamos trabalhar em equipe e usar as nossas habilidades para carregar o lixo.

 

- E para onde nós vamos levar o lixo? - perguntou Cara Roxo.

 

- Nós vamos levar para um lugar onde os humanos possam ver e se envergonhar - disse Jaraqui. - Nós vamos levar para a margem do rio, bem na frente da cidade.

 

- Eu gostei da ideia - disse Tambaqui. - Vamos mostrar aos humanos o que eles estão fazendo com o nosso lar.

 

- Então vamos começar agora mesmo - disse Jaraqui. - Vamos dividir as tarefas e organizar a limpeza.

 

E assim eles fizeram. Eles formaram grupos de peixes de acordo com o tipo de lixo que iriam carregar. Alguns peixes usaram as suas bocas, outros usaram as suas nadadeiras, outros usaram as suas caudas, e outros usaram as suas escamas para agarrar o lixo. Eles trabalharam duro e com muita determinação.

 

Jaraqui ficou responsável por coordenar a limpeza e motivar os peixes. Ele ia de um lado para o outro, dando instruções e elogios. Ele também ajudava quando podia, carregando alguns objetos menores.

 

Bily ficou responsável por guiar os peixes até a margem do rio, onde eles depositavam o lixo em uma grande pilha. Ela também cuidava para que nenhum peixe se machucasse ou se perdesse pelo caminho.

 

Tucunaré Relles ficou responsável por proteger os peixes dos possíveis perigos, como predadores ou armadilhas humanas. Ele usava a sua força e a sua coragem para afastar qualquer ameaça.

 

Cara Roxo ficou responsável por animar os peixes com as suas piadas e histórias divertidas. Ele usava o seu humor e a sua criatividade para fazer os peixes rirem e se distraírem do cansaço.

 

Tambaqui ficou responsável por alimentar os peixes com frutas e sementes que ele encontrava nas árvores próximas ao rio. Ele usava a sua generosidade e a sua bondade para compartilhar o seu alimento com todos.

 

Assim, eles foram limpando o rio, pouco a pouco, até que não sobrou nenhum lixo humano na água. Eles levaram vários dias para terminar a tarefa, mas eles não desistiram nem reclamaram. Eles estavam felizes por estarem fazendo algo bom para o seu lar e para os seus amigos.

 

Quando eles terminaram a limpeza, eles olharam para a pilha de lixo na margem do rio e se sentiram orgulhosos do seu trabalho. Eles também olharam para a água do rio e viram que ela estava mais clara e mais bonita.

 

- Nós conseguimos! - exclamou Jaraqui. - Nós limpamos o rio!

 

- Nós somos demais! - disse Tucunaré Relles.

 

- Nós somos incríveis! - disse Cara Roxo.

 

- Nós somos maravilhosos! - disse Tambaqui.

 

- Nós somos heróis! - disse Bily.

 

Eles se abraçaram e comemoraram. Eles estavam muito felizes e satisfeitos. Eles tinham cumprido a sua missão e salvado o seu lar. Eles não sabiam, porém, que essa seria apenas a primeira de muitas vitórias que eles teriam com a sua campanha.

 

**Capítulo 3: A reação dos humanos**

 

Jaraqui e seus amigos estavam muito felizes por terem limpado o rio. Eles achavam que os humanos iriam ficar agradecidos e orgulhosos deles. Eles esperavam que os humanos aprendessem a lição e parassem de jogar lixo no rio.

 

Mas eles estavam enganados.

 

No dia seguinte, eles viram um grupo de humanos se aproximando da margem do rio, onde estava a pilha de lixo. Eles pensaram que os humanos iriam recolher o lixo e levá-lo para um lugar adequado. Mas eles se surpreenderam com o que os humanos fizeram.

 

Os humanos ficaram furiosos ao ver o lixo na margem do rio. Eles acharam que alguém tinha jogado o lixo ali de propósito para provocá-los. Eles não perceberam que o lixo era deles mesmos. Eles não se importaram com a poluição do rio. Eles só se importaram com a sujeira na frente da cidade.

 

Os humanos começaram a xingar e a gritar uns com os outros. Eles acusaram uns aos outros de serem os responsáveis pelo lixo. Eles brigaram e se agrediram fisicamente. Eles fizeram um grande escândalo.

 

Os peixes ficaram assustados e confusos com a reação dos humanos. Eles não entendiam por que os humanos estavam tão bravos e violentos. Eles não sabiam o que tinham feito de errado.

 

- O que está acontecendo? - perguntou Jaraqui.

 

- Eu não sei - disse Bily. - Os humanos são muito estranhos.

 

- Eles não estão gostando do nosso trabalho - disse Tucunaré Relles.

 

- Eles não estão reconhecendo o nosso esforço - disse Cara Roxo.

 

- Eles não estão valorizando o nosso lar - disse Tambaqui.

 

- Nós temos que sair daqui - disse Jaraqui. - Os humanos são perigosos. Eles podem nos atacar ou nos capturar.

 

- Você tem razão - concordaram os outros peixes.

 

E assim eles fizeram. Eles nadaram para longe da margem do rio, onde os humanos estavam se comportando como animais selvagens. Eles se esconderam em um lugar seguro e tranquilo, onde podiam descansar e se recuperar do susto.

 

Jaraqui ficou muito triste e decepcionado com os humanos. Ele pensou que tinha feito algo bom para eles, mas eles não souberam apreciar. Ele se sentiu injustiçado e incompreendido.

 

Ele não desistiu, porém, da sua campanha. Ele ainda tinha esperança de que os humanos pudessem mudar e respeitar o rio. Ele ainda queria salvar o seu lar e a sua vida.

 

O próximo capítulo é o seguinte:

 

**Capítulo 4: A campanha continua**

 

Jaraqui e seus amigos não se deixaram abater pela reação negativa dos humanos. Eles continuaram com a sua campanha para limpar o rio Amazonas e conscientizar os outros peixes sobre o problema do lixo humano.

 

Eles viajaram por vários lugares, encontrando diferentes tipos de peixes e de lixo. Eles viram peixes que estavam sofrendo com o lixo, peixes que estavam se adaptando ao lixo, e peixes que estavam se aproveitando do lixo.

 

Eles ajudaram os peixes que estavam sofrendo, ensinando-os a se protegerem e a se cuidarem. Eles convenceram os peixes que estavam se adaptando, mostrando-lhes os benefícios de uma água limpa e saudável. Eles desafiaram os peixes que estavam se aproveitando, mostrando-lhes os malefícios de uma água suja e doente.

 

Eles também encontraram peixes que já estavam conscientes do problema e que já estavam fazendo algo para resolvê-lo. Eles se uniram a esses peixes, formando uma grande rede de colaboração e solidariedade.

 

Eles fizeram muitos amigos pelo caminho, que se juntaram à sua campanha e que os apoiaram em suas ações. Eles também fizeram alguns inimigos pelo caminho, que se opuseram à sua campanha e que tentaram atrapalhar os seus planos.

 

Eles enfrentaram muitos obstáculos e dificuldades, mas também tiveram muitas conquistas e alegrias. Eles aprenderam muito sobre o rio Amazonas, sobre os seus habitantes, e sobre si mesmos.

 

Eles cresceram como peixes e como seres vivos. Eles se tornaram mais fortes, mais sábios, e mais felizes.

 

Jaraqui estava muito orgulhoso de si mesmo e dos seus amigos. Ele estava impressionado com o que eles tinham conseguido fazer. Ele estava esperançoso com o que eles ainda poderiam fazer.

 

O próximo capítulo é o seguinte:

 

**Capítulo 5: A surpresa dos humanos**

 

Jaraqui e seus amigos continuaram com a sua campanha para limpar o rio Amazonas e conscientizar os outros peixes sobre o problema do lixo humano. Eles não se importaram com a reação negativa dos humanos. Eles sabiam que estavam fazendo o bem para o seu lar e para a sua vida.

 

Eles limparam vários trechos do rio, onde havia muito lixo humano. Eles levaram o lixo para a margem do rio, bem na frente das cidades. Eles queriam mostrar aos humanos o que eles estavam fazendo com o rio. Eles queriam que os humanos se envergonhassem e se arrependessem.

 

Mas eles não esperavam que os humanos fossem reagir de uma forma diferente.

 

Um dia, eles viram um grupo de humanos se aproximando da margem do rio, onde estava a pilha de lixo. Eles pensaram que os humanos iriam ficar furiosos e violentos novamente. Mas eles se surpreenderam com o que os humanos fizeram.

 

Os humanos ficaram admirados ao ver o lixo na margem do rio. Eles perceberam que alguém tinha limpado o rio e trazido o lixo para lá. Eles se perguntaram quem tinha feito isso e por quê. Eles se interessaram pelo assunto e quiseram saber mais.

 

Os humanos começaram a investigar e a pesquisar sobre o lixo. Eles analisaram as marcas, as datas, as origens e os tipos de lixo. Eles descobriram que o lixo era deles mesmos. Eles se conscientizaram da poluição do rio. Eles se importaram com a situação e quiseram mudar.

 

Os humanos começaram a conversar e a discutir uns com os outros. Eles reconheceram os seus erros e se desculparam uns com os outros. Eles propuseram soluções e se comprometeram a agir. Eles fizeram um grande acordo.

 

Os peixes ficaram felizes e aliviados com a reação dos humanos. Eles entenderam que os humanos tinham aprendido a lição e estavam dispostos a melhorar. Eles sabiam que tinham feito algo bom para eles, e eles souberam apreciar.

 

- O que está acontecendo? - perguntou Jaraqui.

 

- Eu não sei - disse Bily. - Os humanos são muito surpreendentes.

 

- Eles estão gostando do nosso trabalho - disse Tucunaré Relles.

 

- Eles estão reconhecendo o nosso esforço - disse Cara Roxo.

 

- Eles estão valorizando o nosso lar - disse Tambaqui.

 

- Nós podemos ficar aqui - disse Jaraqui. - Os humanos são amigos. Eles podem nos ajudar ou nos deixar em paz.

 

- Você tem razão - concordaram os outros peixes.

 

E assim eles fizeram. Eles ficaram na margem do rio, observando os humanos trabalharem para limpar o lixo e cuidar do rio. Eles se sentiram orgulhosos e satisfeitos. Eles tinham cumprido a sua missão e salvado o seu lar.

 

O próximo capítulo é o seguinte:

 

**Capítulo 6: A fama dos peixes**

 

Jaraqui e seus amigos ficaram na margem do rio, observando os humanos trabalharem para limpar o lixo e cuidar do rio. Eles estavam felizes por terem ajudado os humanos a se conscientizarem e a mudarem de atitude. Eles estavam orgulhosos por terem salvado o seu lar e a sua vida.

 

Mas eles não imaginavam que os humanos iriam descobrir quem eles eram e o que eles tinham feito.

 

Um dia, eles viram um grupo de humanos se aproximando da margem do rio, com câmeras, microfones e gravadores. Eles pensaram que os humanos iriam entrevistá-los e agradecê-los. Mas eles se surpreenderam com o que os humanos fizeram.

 

Os humanos ficaram fascinados ao ver os peixes na margem do rio. Eles perceberam que os peixes eram os responsáveis por limpar o rio e trazer o lixo para lá. Eles se admiraram com a inteligência, a união e a coragem dos peixes. Eles se encantaram com a beleza, a diversidade e a personalidade dos peixes.

 

Os humanos começaram a filmar e a fotografar os peixes. Eles fizeram perguntas e elogios aos peixes. Eles queriam saber tudo sobre eles: os seus nomes, as suas histórias, as suas motivações, as suas emoções, as suas opiniões. Eles queriam mostrar aos outros humanos o que eles tinham visto e ouvido.

 

Os peixes ficaram curiosos e lisonjeados com a atenção dos humanos. Eles responderam às perguntas e aos elogios dos humanos. Eles contaram tudo sobre eles: como eles se conheceram, como eles começaram a campanha, como eles limparam o rio, como eles enfrentaram os desafios, como eles se sentiram. Eles quiseram compartilhar com os outros humanos a sua experiência e a sua mensagem.

 

E assim eles fizeram. Eles conversaram com os humanos, que gravaram e transmitiram tudo para o mundo inteiro. Eles se tornaram famosos e admirados por todos. Eles receberam muitos aplausos e homenagens. Eles foram chamados de heróis e de exemplos.

 

Jaraqui ficou muito feliz e surpreso com a fama dos peixes. Ele pensou que tinha feito algo simples e natural, mas ele viu que tinha feito algo extraordinário e inspirador. Ele se sentiu honrado e reconhecido.

 

Ele não se esqueceu, porém, da sua campanha. Ele ainda tinha um sonho de ver o rio Amazonas livre de lixo humano e cheio de vida. Ele ainda queria continuar com o seu trabalho e com a sua missão.

 

Ele não sabia, porém, que essa seria apenas a primeira de muitas surpresas que ele teria com a sua fama.

Joilson Remanso
Enviado por Joilson Remanso em 11/09/2023
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