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                        O RIO, ENCONTREI, A PONTE, NÃO (BVIW)
 
Brigamos. E o ultimato que me foi dado era de que eu tinha que seguir o rio e atravessar a ponte. De há muito que caminhava, o rio,  encontrei ,  a ponte, não. Confesso que já me sentia exausta , então parei, sentei  e fiquei observando a correnteza do rio passar, enquanto me vinha à lembrança versos do poeta Appollinaire... “Passam os dias e passam as semanas. Nem o tempo passado, nem os amores retornam. Vem a noite, o tempo não demora. Os dias se vão. Eu permaneço.”
Comigo, a dor acumulada e o cansaço  . Levanto-me e reinicio  os meus passos fugindo das minhas perdas. Siga o rio -  era o que martelava na minha cabeça - e eu sigo porque o rio conhece o caminho. Venho de longe, uma distância comprida... No peito uma saudade doída e uma vontade incontrolável de voltar... E voltei. Bati na porta e indaguei: será que você está ai? Não houve resposta. Entrei. ... Ninguém por perto, joguei-me numa poltrona e comecei a olhar para as paredes em busca de pregos para contar e imaginar quais foram de cada um  a serventia. E neste pensar vadio, dou um tempo à imaginação e vou pra janela esperar a banda passar...
Zélia Maria Freire
Enviado por Zélia Maria Freire em 09/06/2020
Reeditado em 09/06/2020
Código do texto: T6972429
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Zélia Maria Freire
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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Zélia Maria Freire