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Até onde vai tua Fé?

Até onde vai tua Fé?
Chegar até o Santuário Nacional de Aparecida não é uma tarefa fácil.
Muitos são os romeiros que sabem muito bem disto.
Quer seja fazendo uma romaria a cavalo.
Ou mesmo de bicicletas.
Ou ainda a pé, pagando uma promessa em virtude de alguma graça alcançada.
Contudo, estar diante do nicho e trocar olhares com a imagem de Nossa Senhora Aparecida é reconfortante, é de ficar sem palavras para descrever este momento.
Naquela época era dias de dezembro de 1956.
Ainda não existia o Santuário Nacional de Aparecida.
E mesmo assim já era grande o número de devotos e romeiros de Nossa Senhora de Aparecida.
Os meus familiares resolvem levar-me a Aparecida do Norte.
Eu contava com quatro meses em idade para receber o batismo.
Morávamos em Inúbia Paulista distante mais de setecentos e quarenta  quilômetros da Capital da Fé.
Naquela pequena cidade, Vila Ibirapuera, já existia o trem de passageiros que ligava São Paulo a Adamantina.
Eu fico a imaginar que tenha sido deste modo.
Em uma sexta-feira embarcam em um trem no horário noturno a mãe, o pai e os filhos.
Como fora previamente combinado.
A tia e as primas esperariam na Estação da Luz.
O trem demoraria em torno de dez horas de viagem.
Hoje fico a imaginar o que seria ficar dez horas sentado em um banco de madeira, na segunda classe de um trem lotado vindo para São Paulo. O trem deveria ter no minimo sete vagões ao todo. A máquina na frente  puxava os vagões e já era movida a óleo diesel. Logo em seguida um vagão dos "correios" com correspondências, malotes, encomendas. No terceiro vagão já era a segunda classe do trem com bancos de madeira, que depois mudou para um banco de estofado. Nada confortável. Terminado os vagões de segunda classe tinha mais dois vagões de primeira classe com cadeiras estofadas. As passagens eram bem mais caras. Seria o mesmo valor de uma passagem do ônibus "Expresso de Prata". Ônibus este, que também sai do interior para São Paulo vindo da cidade mais próxima chamada Lucélia. Bem, vamos ao trem. Em certas paradas do percurso era colocado o vagão "restaurante". Provavelmente isto era feito na Estação de Marília. Neste vagão era servido o jantar, lanches ou café. Porém, com conforto ou não a previsão de chegada na "Estação da Luz" seria em torno de sete horas da manhã já no sábado.
Com tempo suficiente para ficar aquele dia hospedado na casa da tia e no domingo bem cedinho embarcar em um trem rumo a Aparecida do Norte.
Inicialmente o trem sairia da Estação da Luz e passaria pelo Brás. Daí até Engenheiro Gualberto, no Carrão, depois entraria pela variante de Poá e do Paratei, entrando no ramal de São Paulo a partir de São José dos Campos indo até Aparecida.
A igreja era a Basílica Velha de Nossa Senhora Aparecida. Com seu estilo barroco.  Com duas torres e sinos que podiam serem vistos logo na entrada.
Os degraus de pedra na entrada já estavam bem gastos e marcados pelos pés de milhões de devotos que por ali passavam todos os anos em Romaria.
Chegamos na Basílica Velha.
Eram dez horas da manhã de domingo do dia oito de dezembro de 1956 era chegado a hora de participar da Missa e em seguida o Batizado.
Agora a Romaria é a pé.
O local de partida previamente combinado é Santuário de Nossa Senhora das Graças, em Bom Repouso - MG.
Este Santuário recebe milhares de romeiros e devotos de Nossa Senhora das Graças.
No santuário, o destaque é a bela imagem de Nossa Senhora das Graças, com 20 metros de altura, é a segunda maior do Brasil.
O Santuário está localizado em meio a Serra da Mantiqueira, no Sul de Minas Gerais, a uma altitude média de 1371 metros acima do nível do mar...

Benedito José Rodrigues
Enviado por Benedito José Rodrigues em 29/06/2019
Reeditado em 02/07/2019
Código do texto: T6684585
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Benedito José Rodrigues
Osasco - São Paulo - Brasil, 63 anos
96 textos (2401 leituras)
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Benedito José Rodrigues