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O pé de goiaba

Eu não sei precisar quando ele fora plantado.
Talvez dois anos ou um pouco mais.
Ele ainda não tinha a altura de uma árvore.
Fora plantado em um vaso pequeno.
Já demonstrando que não seria possível crescer muito.
Suas raízes ficariam condicionadas e não se expandiriam.
Ele fora deixado em um canto da sacada.
Sob o ar livre.
De manhã não tomava sol.
A tarde um sol escaldante tomava conta do ambiente.
Suas folhas murchavam.
Secavam literalmente.
A tarde era colocado água em seu vaso.
A noite suas folhas retornavam ao que era.
Foi crescendo com o tempo.
Já deveria ter uns cinquenta centímetros.
Apenas um tronco da largura de um dedinho.
Suportava tudo.
Ora o calor da tarde.
Ora o vento.
A chuva.
O frio do inverno.
Suas folhas teimavam em aguentar as intempéries do clima.
Mas, com o passar do tempo sucumbiu.
Suas folhas foram caindo uma a uma.
Seu tronco foi ficando sem nenhuma folha.
Já não existia folhas e nem brotos.
Parecia secar.
O que fazer?
Terra nova e adubada.
Poda dos pequenos galhos secos.
Agua diariamente.
Um broto surge.
Outro broto surge.
Uma folha nova surge.
Aos poucos foram surgindo outras folhas.
Tal qual uma "fênix" ganha nova vida aos poucos.
Agora folhas verdes...
Benedito José Rodrigues
Enviado por Benedito José Rodrigues em 07/01/2017
Reeditado em 15/01/2017
Código do texto: T5874652
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Benedito José Rodrigues
Osasco - São Paulo - Brasil, 63 anos
96 textos (2418 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/01/20 23:56)
Benedito José Rodrigues