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Continho das singelas figuras de linguagem

Ah! Quanta felicidade na casa de Larissa,  onde a menina sempre fora a rainha, a deusa. E agora ia se casar. Desde o dia em que Ângelo pedira a mão  da moça, começaram os preparativos.  Ele era mesmo um bom rapaz, e os pais de Larissa faziam-lhe milhões  de elogios. A família não era rica, mas viviam vida  bem confortável, o suficiente para patrocinarem uma bela festa.  Enfim chegara o grande dia. Sol claro e céu estrelado tinham sorrido   para os noivos...  “Que festa mais pobrezinha!”, disse o tio Afrânio ao ver as mesas sortidas e os garçons servindo os convidados. Afrânio era o tio pobre da família, que não perdia festas nem que algum amigo passasse desta para melhor.  Lá estava ele...  E comia, e bebia, e bebia, e comia, e  não sabia como chegava em casa. Naquele dia, não foi diferente. Cheio de alegria, mas vazio de juízo, tio Afrânio se esmerou na  arte de destruir festas... Após beber uma garrafa de uísque,  xingou xingamentos  pesados,  ofendeu os convivas, claudicou pela sala e desmaiou. Tio Afrânio era mesmo o orgulho da família!...
Walter Rossignoli
Enviado por Walter Rossignoli em 27/05/2016
Reeditado em 28/05/2016
Código do texto: T5648739
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Walter Rossignoli
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil
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