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“JOÃO BESTA!”(*)obs.apenas personagem folclórico.

João Besta, representa simplesmente a imbecilidade humana e por mais que se alcance a evolução, existem pessoas completamente desconectadas da realidade e por mais que pareça ser inverossímil certos comportamentos, eles (comportamentos) de verdade, existem. Mostrando como alguns  podem ser ridículos e mesmo patéticos.
Conheci certa feita, num trabalho que desenvolvia, um sujeito, muito boa pessoa. Mas, totalmente ingênuo. Falava coisas absurdas. Fazia perguntas infantis e muitas vezes eu mesmo perguntava para mim mesmo: “será que ele está falando sério?” Tamanha era sua puerilidade ao tratar de assuntos rotineiros e mesmo assuntos sérios, mas, nesse caso, o personagem é outro...
Tratava-se de “João Besta”,  cujas atitudes, modo de agir, capacidade de interagir, modo de se expressar, etc., lhe garantiram esse “carinhoso” apelido. Suas atitudes eram inacreditáveis. Besteira em cima de besteira, eram suas realizações, mais nada.
No entanto, muitos ficavam intrigados e em dúvida em saber como qualifica-lo de fato: se era somente idiota ou se era mesmo maluco. A dúvida pairava no ar e não se chegava a nenhuma conclusão... E cada vez que tentavam chegar a um “veredicto”, mais dúvida restava e nenhuma resposta coerente, a fim de entender sua personalidade!
Certa feita, um grande aparato policial fora deslocado para investigar e prender  um perigoso criminoso, o qual, havia se escondido nas proximidades da casa do “sr. João” (Besta, para os íntimos). Muito solícito, resolveu, junto com sua mulher, Maria, acompanhar de perto os trabalhos e os policiais... Como não houve objeção, seguia ele junto e a mulher também...
A tensão era muito grande, pois, investigações davam conta que o perigoso “fora da lei”, fora visto por “X noves”, horas antes, perambulando pelo local, razão pela qual, as forças policiais, estavam armadas “até os dentes!”  Em pequenos grupos, rastreavam, procuravam, inquiriam, rebuscavam...
Em dado momento, João, se ausentara do grupo que fazia parte, causando certa estranheza a sua esposa. E qual não foi sua surpresa, quando praticamente do nada, começou a ouvir gritos desesperados:
“Maria! Maria! Vem cá pelo amor de Deus!”
Maria olhou para trás e de fato, verificou  que era João que lhe chamava. Acontece que os policiais ouviram também os chamados desesperados. E praticamente, pelo instinto, de armas em punho, acompanhando a mulher, correram todos em direção ao chamado do  João, que a distância parecia estar ofegante!
A mulher, com os policiais, se aproximaram e quando chegaram, disse ela: “o que foi João?!”
João respondeu: “Maria, por tudo que é mais sagrado, olha só para isso daqui!” A mulher se aproximou, seguida de olhares curiosos dos policiais, pois, estes, esperavam uma revelação sobre o paradeiro do fugitivo!
João, continuou: “olha para isso aqui, Maria!”
Maria se aproximou para onde apontava João Besta e viu nada mais nada menos que uma planta denominada “coroa-de-Cristo”. Ora, essa planta é denominada assim, por ser totalmente envolta em espinhos em toda sua superfície. Para ser mais preciso é como se fosse uma meia bola repleta de centenas de espinhos.
Acontece que, um animal, um cachorro mais especificamente, “sem ter mais o que fazer”, achou por bem, defecar justamente, no centro daquele monte de espinhos da planta!
Foi João quem quebrou o silêncio: “Maria, como foi que esse cachorro conseguiu fazer cocô no meio desses espinhos e não ferir a bunda, porque num tô vendo sangue?!”
Não foi com pouco esforço que alguns daqueles homens menos exaltados, conseguiram segurar os mais avexados, que queriam dar cabo da vida do pobre João, quando na verdade o pobre somente apenas, seguindo suas diretrizes, estava fazendo “apenas uma indagação!”
Jfranck
Enviado por Jfranck em 30/06/2020
Código do texto: T6991897
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jfranck
Bofete - São Paulo - Brasil, 55 anos
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