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Um Conto de Natal

Um gato da redondeza foi convidado no dia de natal, por seu compadre cachorro, que morava no centro da cidade para passear, afim de sentir a diferença entre a periferia e o centro.
E andando pela rua, meio úmida da chuva fina, que inebriou os corações humanos naquele período. O cão, para se exibir ao amigo, parou de fronte a uma casa muito luxuosa, toda adornada com enfeites natalinos e naturalmente com a mesa farta, onde ele costumava roubar com facilidade os petisco da mesa, quando a cozinheira, distraída deixava margem e nem era de ligar, quando acontecia, dizendo:
-compadre veja como consigo comida boa! Vou entrar pelo fundo e ir até a cozinha e quando estiver lá, ao ouvir eu sorrir bastante, então você procura também entrar, que do que eu estiver comendo divido com o senhor.
O compadre gato, todo molambento, acostumado a com o resto dos pobres da periferia, onde morava com um ar de felicidade no rosto disse:
- tá bem compadre! Por todo esse cheiro, já estou com água na boca e a barriga roncando.
Porém antes do cão se aventurar, o gato, escaldado das surras na periferia pra conseguir os seus alimentos perguntou:
- Mas compadre não é arriscado. Olhe que na periferia a gente tem sofrido.
O cão arrogante, mais uma vez, parlamentou e para dizer que ele era o tal falou:
- Arriscado nada compadre. Esse pessoal daqui é outro nível, todo mundo aqui é educado.
Ai o cão entrou pelo chagão, que estava com o portão entreaberto e foi sem ser barrado até a cozinha ampla e que também estava com a porta aberta. Por sua vez o gato, sem ter o que comentar, como de costume subiu ao muro assentou-se sobre o seu rabo e ficou quieto como um bibelô preto e branco à espera do sinal do seu compadre.
Alguns minutos mais tarde, que o compadre cachorro havia entrado na casa, a dona da casa, quem estava fazendo a comida, pois a empregada estava de folga, deparou com o cachorro, larapiamente, surrupiando um pedaço de filé, com um pedaço de peru, de cima do prato, que acabara de ser feito na chapa. Ela sem espantar, mais do que depressa fechou a porta da cozinha. Pegou a vassoura e sob o maior escândalo quebrou-a de tanto dar paulada no cachorro, que sem argumentos na hora da dor só gritava assim:
- Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain, Cain
O coitando, corria de um lado para o outro e aquela senhora não errava um só golpe e o cachorro trôpego, até pela idade e os maus tratos da rua, conseguiu, momentaneamente se desvencilhar e correr pra sala ao redor arvore de natal carregada de presentes, feito carrossel.
Do lado de fora, o gato ouvindo o amigo cachorro sorrindo, como ele disse, animado exclamou: Hum… O negócio tá bom o compadre tá rindo.
E mais do que depressa, se esgueirando, se esgueirando no muro, frente ao furdunço naquela casa, desceu e esticando a cabeça para ver pelo vidro do janelão da sala, deu de cara com o compadre correndo ao redor da árvore de natal cheia de presentes e uma senhora com uma colher de pau nas mãos, já que a vassoura quebrou-se.
Com isso ele ficou mais agoniado pra querer entrar na casa e correndo em direção ao amigo ia falando consigo:
- Eita, aqui é bom mesmo, além da comida, fazem a gente dançar ao redor dos presentes.

Alberto Amoêdo
Enviado por Alberto Amoêdo em 14/02/2020
Código do texto: T6865844
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Alberto Amoêdo
Macapá - Amapá - Brasil, 53 anos
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Alberto Amoêdo