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DESAPARECIDA
 
Noite fria em São Paulo. Trim, trim, trim... O celular toca pela oitava vez!
Nada. Ângela desliga o celular e senta-se na poltrona. Silêncio... Ângela dormiu. Só se ouvia roncos.
E, em seus sonhos, a terra se inclinava de lá para cá. Ângela se segurava, e sua amiga desaparecida, a Ana, estava parada à sua frente, intacta com os olhos brancos! Ângela despenca gritando:
– Anaaaa...
Acorda ao se espatifar ao chão.
Lembrando-se da infância delas, juntas, vai ao local do sonho. Lá estava o celular de Ana, ao chão.
À frente de Ângela haviam pegadas. Ângela iluminou o caminho com o celular de Ana, logo percebeu que as pegadas estavam desmanchando, mas continua e continua, até que as pegadas acabam à frente de uma montanha.
Ângela, triste, senta-se; sentia que tinha perdido sua amiga. Saiu andando até que o chão caiu. Uma armadilha!
Pelo lado bom, Ana estava lá, assim Ângela a desamarrou e perguntou:
– O que aconteceu?
Ana responde:
– Na sexta, no dia da festa, quando estava indo para casa fui raptada. Em seguida, Ana disse:
– Corre, Ângela. Ele está vindo!
Ouviam-se passos, os quais chegavam mais perto a cada segundo, até que era tarde para fugir. Um homem descabelado e dentuço, que usava óculos, apareceu:
– Ora, ora, ora Ana, você trouxe amigos? Achei que não tinha! Hi, hi, ho, ho, há, há.
Ângela concluiu que ele, só pela risada, era maluco. Pegou uma pedra:
– Cansei de você, velho coroca!
Jogou a pedra nos óculos dele. Ele cai ao chão desacordado, enquanto elas escapam da armadilha com a corda que Ana estava amarrada.
Ligam a Polícia e entregam o velho.
Ângela e Ana abraçam-se e respiram fundo, pensando em tudo que aconteceu ou que podia ter acontecido.
– Amanhã, às 12h32min, irei fazer uma festa de reencontro no bosque, disse Ângela. Espero que você esteja lá.
Na segunda, estava tudo organizado, tinha muitas bebidas: guaraná, cerveja, coca cola... Todos do colegial estavam lá, menos Ana.
Ângela esperou... esperou por sua amiga, até que desistiu. No mesmo instante, Ana entrou pela porta, e Ângela correu em sua direção e a abraçou. Ficaram o dia inteiro lá. Foi o melhor dia de todos!
Santiago Franarin Zúñiga - 10 anos
Enviado por Ilda Maria Costa Brasil em 15/09/2019
Código do texto: T6745822
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Ilda Maria Costa Brasil
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Ilda Maria Costa Brasil

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