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Divagação domingueira

Amanheceu encabulado nu domingo frio. Ficou nu cantinho da casa encabulado e conversando apenas com seus botões. Estava se sentindo um inútil. Não sabia meso controlar a danada de sua opinião. Estava ficando tão chato que as pessoas começavam a evitá-lo.

Ele teimava entender que aqueles valores de antigamente estavam sepultados nos baús do esquecimento na companhia de bolinhas de naftalina. Um amigo gozador dizia que ele recendia a mofo e naftalina.

Até a própria família desse dinossauro estava apreensiva, achava que não poderia ascender na sociedade devido as  inconveniência dele. O cara vivia criticando a sociedade co aquela história de nao transijo com minha consciência e honra e outras exclamações e posturas hoje consideradas demodês. Chegara a citar ma frase dane de uns graúdos do lugar: "O que o príncipe aprende melhor é a equitação  porque  seu cavalo não o lisonjeia"..

Ali no seu cantinho lembrou da última besteirada quando bebeu mas qe sua cota e declamara uns versos de José Régio: "Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!/ Ninguém me peça definições!/ Ninguém me diga: 'Vem or aqui!'/ A minha vida é um vendaval que se soltou./ Uma onda que se alevantou./ É um átomo a mais que se animou.../ Não sei por onde vou/ Não sei para onde vou./ - Sei que nõ vou por aí".

Estava ai divagando quando a mulher gritou: "Cabra véio venha logo tma o café senão esfria tudo, o café, o ovo a tapioca, o leite e cuscuz. Parou imediatamente a divagação e fi tomar  café domingueiro, isso aplacava qualquer tristeza. Inté.
Dartagnan Ferraz
Enviado por Dartagnan Ferraz em 18/08/2019
Código do texto: T6722966
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Sobre o autor
Dartagnan Ferraz
Recife - Pernambuco - Brasil
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