A história do Profeta Jonas e a baleia

A HISTÓRIA DO PROFETA JONAS E A BALEIA

Jonas, o filho de Amitai era um profeta de Israel, que ensinava as leis de Deus e amava as pessoas.

Um dia Deus mandou:

- Jonas, vá até a grande cidade chamada Nínive, para falar sobre o amor e para que o povo pare de pecar, ou então em quarenta dias eu irei castigar e derrubar aquela cidade.

Ao ouvir a ordem, Jonas pensou baixinho e com medo:

- "Como eu vou levar essa notícia? Sou temente ao Senhor, mas o povo de Nínive é inimigo do povo de Israel. Sabe o que eu vou fazer? Fugir do Senhor pelo mar, em direção à Társis, uma cidade longe dali. Desceu até a cidade de Jope, onde encontrou um navio que se desti­nava para onde ele queria ir, pagou a passagem no único barco que estava de saída do cais, já estava lotado, mas ele pediu:

- Pelo amor de Deus, eu ajudarei nas tarefas da embarcação.

O capitão sabia que Jonas era um homem de muito fé, sem saber dos motivos daquela urgência, teve pena e deixou que ele subisse, porém, no meio da viagem, Deus mandou uma forte tempestade, deixando o mar bastante agitado. Mas Jonas, relaxado que era, estava dormindo no porão do barco, o que deixou brava a tripulação, e o capitão gritou:

- Levanta Jonas, seu preguiçoso! Pede ao seu Deus que acabe com a tempestade ou morreremos!!!

Virou-se para o resto da tripulação e perguntou:

- Nesse caso, o barco está muito pesado. O que deveremos fazer?

Jonas entendendo que não estavam satisfeito com ele, respondeu;

- Joguem-me ao mar, pois a tempestade é um castigo de Deus contra mim. Só eu sei o que eu estou fazendo aqui dentro deste barco.

Mesmo com pena, os homens jogaram Jonas ao mar, e em instantes a tempestade acabou. Ficaram olhando e viram quando dentro da água apareceu uma baleia, que engoliu Jonas. O barco foi embora. Jonas ficou na barriga por três dias e três noites. Inicialmente Jonas teve muito medo, mas depois começou a rezar dentro da barriga da baleia, pedindo perdão a Deus. Então no terceiro dia Deus deu o perdão e o peixe cuspiu Jonas na areia da praia, e ele ouviu novamente a voz do Senhor, que disse:

- Vá à Nínive falar ao povo sobre o meu amor e minhas leis, pois eles estão fazendo muitas coisas erradas, e ao continuar assim, eu irei destruí-la.

Dessa vez Jonas levantou e resolveu ir correndo até a cidade de Nínive, não tão longe de onde ele estava, mas ainda teve de andar por três dias.

Chegando lá, Jonas subiu nuns caixotes no meio dos feirantes e gritou:

- Trago uma ordem do Senhor Deus, para que vocês parem de fazer coisas erradas, e procurem entender o amor do Pai, pois em quarenta dias Ele vai acabar com a cidade. Depois do espanto, conversas e fofocas, as pessoas acreditaram nas palavras de Jonas e no poder do amor de Deus. Passaram fazer jejum penitencial, e a vestir roupas de pessoas pobres, feitas com sacos, inclusive o rei de Nínive, mandando que todos pedissem perdão a Deus, saindo do mau caminho, do pecado e da violência. Confiantes, eles tinham fé de que a cidade não iria mais ser destruída.

Quem não gostou do perdão foi Jonas, e reclamou a Deus em oração:

- Os meus amigos de Israel não irão gostar da boa vida que Deus deu ao povo de Nínive. Estou com medo, por favor, meu Senhor e meu Deus, tira-me a vida.

Saindo da cidade, Jonas fez uma cabana embaixo de uma árvore que Deus plantou e fez crescer, e ali naquele dia ele estava feliz e escondido, na vida de sombra e água fresca. Mas para surpresa e tristeza de Jonas, durante a noite a árvore secou e morreu. Pela manhã o sol quente apareceu e Jonas blasfemou:

- Estou revoltado e não quero mais viver, Senhor. Para mim nada dá certo.

- Está com raiva apenas porque a árvore que eu plantei morreu? Você nem plantou e nem cuidou. Para você, o que é mais importante, as árvores ou as mais de 100 mil pessoas de Nínive? Aceite a minha compaixão com as pessoas, pois merece misericórdia que entendem e mudam o comportamento errado e passam a ter mais amor às leis e a fazer as coisas certas.

- Perdoa-me, Senhor, o meu coração egoísta, pois agora entendi que o vosso amor é para toda a humanidade.

- Conto do autor, no Livro Rapsódia de um contador de histórias, Editora Becalete, 2018.