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"A sua mão estava esfriando...Assim aconteceu a morte do meu irmão VALDIR.

A mão estava esfriando, o médico havia dito: é questão de horas.
No meio do dia ele passara por um exame de endoscopia, e no quarto
se recuperava. Assim que se sentiu mais forte, se alimentou de uma sopa
rala mas forte que seu irmão tinha trazido pra ele. Eu pedira a diretora da escola: posso dar um pulo pra ver o meu irmão e ela dissera: claro, vai lá vê-lo. Fiquei até umas 14 horas e pouco e voltei ao trabalho.
Depois me contaram que ele estava alegre, que ele deu umas dançadinhas, que foi ao banheiro, fez barba, tomou banho sem a ajuda de ninguém e estava muito alegre, que dissera: se vocês trazerem um
padre aqui eu caso com esta mulher, (a sua companheira no momento).
A s horas foram passando e meu irmão assistiu a intensa dor que ele teve, fora tão forte que esperneava e pedia remédio. Então os médicos
deram morfina pra ele, e ele foi se apagando... Lá pelas 23 horas, me chamaram ao hospital que ele estava ruim. Chegando lá vi seu rosto
como que agonizando, com uns fiozinhos no nariz como se fosse para
ajudar a respirar. O clima era te tristeza, fui pra fora do quarto, e nenhum médico aparecia, o que atendia ele sempre, não era achado e nem atendia o telefone. Mais tarde com muita procura pelos familiares
o que estava de plantão veio e reuniu a família, e eu de longe a uns
metros ouvi: é questão de horas. Liguei pra casa e avisei que ficaria no hospital. As horas foram passando...Todos esperando acontecer a morte.
Foi então que tomei coragem, me aproximei do meu irmão e olhei bem
pra ele, a respiração cessava aos poucos...Segurei-lhe as mãos, uma já estava ficando gelada, comecei a rezar...Em silêncio conversava com o espírito do meu irmão, os familiares assistiam mais ao longe, não se animavam a chegar perto. E eu fui tomada de uma força, e coragem que só podia ter vindo de Deus. Aqueci a mão dele de novo...E dizia e ele em pensamento:"meu irmão não tenha medo, Deus está contigo, e ao desencarnares, serás bem recebido, não tenhas medo", e rezando sempre dentro da minha mente...A respiração foi calmando, calmando, e me despedi dele, alisei seu rosto, beijei seu rosto e lembrei daquele menino que ajudei a cuidar enquanto ele aprendia a caminhar, tínhamos cinco anos de diferença...Despedi-me e fui para o corredor do
hospital, passaram-se as horas e a respiração foi indo até cessar...
Chamaram o médico e ele deu os sentimentos aos familiares. Então me aproximei da enfermeira e ajudei-a a tirar algumas roupas e a colocá-lo
naquele pano branco com feche. Ali ficou o corpo do meu irmão, por umas duas horas e meia mais ou menos a espera de que levassem para a funerária. Meu irmão amado partira para o mundo espiritual.

Agora me perguntem: porque a sua morte aconteceu mais rapidamente
do que se esperava? A resposta é: ele fez a endoscopia e não poderia
comer nada pela boca, nem água, pois no dia seguinte fariam uma pequena cirurgia para que ele alimentasse por sonda. MAS NINGUÉM DISSE ISSO A ELE E NEM PARA OS FAMILIARES, ENTÃO ELE INGERIU
ALIMENTOS E ESTES FORAM PARA O SEU PULMÃO, A SUA MORTE ACONTECEU POR ISSO...

Uma realidade que precisei contar.

Nara Stern.

Nara Stern
Enviado por Nara Stern em 28/05/2014
Código do texto: T4822818
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Nara Stern
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
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Nara Stern