ERA UMA VEZ...
No alto de uma colina, viviam muitos coelhos, dois deles eram diferentes, além de serem menores, eram arteiros, cheios de truques e triques, por isso, nunca se davam bem com os outros coelhos.
O Teco era menorzinho, o pelo pretinho, o Tico, era marrom com pintas brancas. Os dois nada faziam para ajudar na fábrica de chocolates. Em vez disso, saiam saltitando entre a vegetação verdinha.
Enquanto isso, os outros coelhos acordavam cedinho, colhiam cacau, trituravam para preparar os deliciosos chocolates.
Aos domingos, saiam para passear, colher nozes, cenouras, raízes frescas para fazerem um belo piquenique ao lado do grande rio.
Um dia, enquanto o Tico e o Teco exploravam montanhas do outro lado do rio, o Tico ficou preso nas ramagens, quanto mais tentava se soltar, mas preso ficava. Teco apavorado saiu em disparada:
- Socorro! Socorro! O Tico ficou preso, corram! Eu vi um jacaré vindo naquela direção.
O coelho avô que estava por perto pescando, ouvindo os gritos saiu em disparada. De longe avistou o neto na maior agonia.
- O que aconteceu? Perguntou na maior aflição.
- Socorro! Eu estou preso, juro que vi um jacaré se aproximando.
O avô, mais que depressa usou das suas habilidades, logo o neto estava livre.
O Tico caiu em terra firme se sentindo aliviado.
- Você me salvou! Obrigada vozinho querido.
O avô abraçou dizendo:
-Que isso sirva de alerta, bem que merece um puxão de orelhas. Quem sabe aprende a deixar de ser tão aventureiro.
Durante alguns dias, o Tico e o Teco vivendo amedrontados, ficaram em casa, até passaram a ajudar na fábrica.
Isso durou apenas uns poucos dias. Num deslize dos pais e do avô, os dois encheram uma sacola de chocolates e se embrenharam na mata fechada.
Assim continuaram vivendo mil aventuras.
Irá Rodrigues.