Histórias Contadas Por Vovó Tuta - Prosa e Poesia - 22 - Nhac! A Mordida Fatal
Nhac! A Mordida Fatal
- Muito bem! Palmas para o Juca! Que quadrinha liinda!
Todos bateram palmas e Juca ficou todo orgulhoso. Meu pai ouviu o barulho e aproximou-se para ver o que estava acontecendo. No caminho, distraiu-se ao apreciar um pé de morango que estava dando fruto. Um deles estava quase no ponto de colher, bem bonito, vermelho e carnudo.
Meu pai disse:
- Não quero que tirem esse morango do pé. Se me desobedecerem, ficarão sem brincar por três dias. Só dá para colhê-lo amanhã.
Porém, o morango aparentava estar tão gostoso. Pensei:
“Ele não se importará se eu der só uma pequena mordida, pois falou que só não poderia arrancá-lo do pé, não é?”
Dodô e Juca arregalaram os olhos. No entanto, não resisti. Levei a boca até o morango e Nhac! Mordi o morango, que ficou pela metade.
Pouco tempo depois, meu pai voltou, examinou novamente os morangos e descobriu minha mordida.
Sério, perguntou:
- Quem foi que mordeu esse morango?
– Fui eu. O senhor disse que não poderia arrancá-lo, então dei só uma pequena mordida. - respondi.
A essa altura, Dodô e Juca já tinham saído de fininho.
“E agora? Vou ficar três dias sem poder brincar.” - pensei.
Meu pai me olhou, pensou... Olhou-me de novo, e disse:
- Sim, o morango continua aqui, MORDIDO, mas no mesmo lugar.
Pensou, pensou e declarou:
- Você me convenceu. Vá brincar, Dórodi.
- Ufa! Ainda bem...
A mentira tem doçura
Para quem quer agradar
A verdade é mais dura
Não pretende enganar