Histórias Contadas Por Vovó Tuta - Prosa e Poesia - 15 - Brigar de Peteca?
Brigar de Peteca?
- Vamos tomar o lanche da tarde? Vovó fez muita comida gostosa esperando vocês.
- Vamos, vamos, vovó. - concordou Juca, e fomos apressados.
Vovó colocou a mesa com todos os quitutes, preparados por ela mesma. Todos se sentaram. Tinha pão, manteiga, queijo, bolo de milho, chocolate quente, café, leite, sucos, biscoitos caseiros, tudo muito gostoso.
– Nossa, que delícia! - dissemos todos muito felizes.
Comemos tanto que, para queimar as calorias, vovó Tuta sugeriu que jogássemos peteca.
Juca logo topou. Pegou sua peteca e começamos a jogar, lançando-a de um lado para o outro, com tapas dados no fundo da peteca com a palma da mão.
- Marca ponto quem não deixar a peteca cair. - declarou Juca.
Peteca pra lá, peteca pra cá, Dodô corre pra lá e corre pra cá, atrás da peteca. Logo, começamos uma discussão pelos benditos pontos: um dizia estar ganhando e o outro também. Vovó Tuta, que observava tudo, se irritou novamente.
- Que crianças mais briguentas! Vejam só como sofre a coitada da peteca nessa disputa infantil por alguns pontos. O importante é brincar e não ganhar.
Vovó, para acalmar os ânimos, conta a história da peteca.
- Sabe-se que a peteca, desde antes do Brasil ser descoberto, já era usada pelos índios, sendo inventada por eles no Brasil.
- O que significa o nome "peteca"? - perguntou Juca.
- Os índios, na língua deles, o Tupi, deram o nome “peteca” porque pe'teca significa bater com a mão, ou melhor, em outra definição, significa bater e se divertir. Não é para brigar e se aborrecer, entenderam?
- Não quero mais brincar de peteca! - disse o Juca emburrado, jogando o brinquedo para um canto.
Quer peteca jogar
É para se divertir
Se for para brigar
É de bom-tom desistir