Coleção Desperta Criança Poeta! - Histórias Contadas Por Vovó Tuta - Prosa e Poesia - 5 - A tartaruga Mona

5 - A tartaruga Mona

Nisso, tropecei na Mona, a tartaruga do meu irmão. Caí com tudo no chão e ralei os meus joelhos. Dodô assustado deu um pulo, ficou todo esticado e arrepiado. Meu irmão Juca, que adora colocar a culpa das coisas que acontecem em mim, pegou a Monalisa e correu gritando.

- Manhêêê! A Dórodi machucou a Mona!

Minha mãe brigou comigo, ela acredita em tudo que meu irmão fala, já levei muita bronca por causa dele, sem ter culpa de

nada. Ainda bem que meu pai é diferente ele acredita mais nas coisas que eu digo.

Tartaruga boba, a Mona é lenta, parece que não liga para nada, sempre muito devagar. Certa vez, ela ficou mais de mês sem se mexer encolhida no casco. Fiquei muito triste, Juca e eu achamos que ela havia morrido

então ele falou: - Para de chorar sua boba, vamos enterrá-la logo. Quando íamos enterrá-la, minha vovó Tuta viu a tempo e não deixou.

- Meus queridos não façam isso, a tartaruga não morreu.

- Vovó porque a Mona parece estar morta?

- A tartaruga dorme profundamente no frio durante meses e no verão ela acorda e

recolhe o calor do sol em seu casco.

- Viu Juca? Seu malvado, ela não morreu. Falei.

Juca ficou com um olhar estranho e um sorrisinho malicioso ao descobrir que estava que quase fez maldade.

Minha avó tinha razão, esperamos mais de mês e Mona acordou. Fiquei tão feliz e por pouco não enterramos a pobre viva, coitada!

A Tartaruga Mona

De tão parada que fica

Parece morta a bobona

É quase enterrada viva