Histórias Contadas Por Vovó Tuta - Prosa e Poesia . - 3 - O Mito Tucumã

3 - O Mito Tucumã

Vovó Tuta aproveitou o momento para contar uma história, que é o que ela mais gosta de fazer. - Crianças, sentem aqui. Apontou toda satisfeita para um tronco de madeira caído no chão.

- Prestem atenção, vou contar uma história muito interessante de um mito dos índios Tupi, que fala de serpente, pássaros e sapos.

Um mito Tupi chamado Tucumã relata o surgimento da noite: A noite não existia, pois ela estava presa dentro do coco de Tucumã, que é uma palmeira, guardado por uma serpente com características humanas e poderes sobrenaturais. Como a filha dessa serpente queria consumar o seu casamento era necessária a liberação da noite, para que ela pudesse se deitar. O esposo dela enviou três índios para buscar o objeto, só que no meio do caminho, eles começaram a escutar ruídos de sapos e grilos e a curiosidade fez com que eles abrissem o fruto.

O dia escureceu e a filha da serpente tentou descobrir um jeito para separar a noite do dia. Quando surgiu a Grande Estrela da Madrugada, ela criou o pássaro Cujubim a fim dele cantar para nascer a manhã. Após isto, criou o pássaro Inhambu para cantar a fim de nascer a tarde, até que surgisse a noite, e também fez outros pássaros para animar o dia. Os índios foram amaldiçoados e se transformaram em macacos de boca preta. Além da filha da serpente, todos os seres também puderam dormir.

- Legal vovó! Por que os índios inventam mitos?

- Não só os índios, mas todos aqueles que não conseguem explicar os fenômenos da natureza por meio da ciência, e assim, com criatividade e imaginação, criam mitos para dar sentido às coisas do mundo. Os mitos estão sempre relacionados a uma cultura específica.

Vovó Tuta também gosta de contar lendas, principalmente as brasileiras, que fazem parte da sua infância. Ela diz que são

histórias fantasiosas, que são transmitidas pela tradição oral através dos tempos. Após ouvirmos vovó contar sobre o mito Tucumã, continuamos nosso passeio.

No início era o Tucumã

Do coco nasceu a noite

Com o pássaro veio a manhã

E à tarde de deleite