AVENTURAS NA CASA DA VOVÓ

Nem bem o dia amanhece, o galo canta no poleiro, a meninada pula da cama planejando as brincadeiras para àquele dia. Afinal , estavam de férias na casa da vovó Candinha.

Imagine, cinco moleques cheios de energia para gastar. O café é engolido, pegam um pedaço de bolo e saem para mais uma aventura. Dessa vez, as vítimas seriam os cabritos, enquanto as mamães seguiam para o pasto.

Era um vestir de roupas, colocar sapatos nas patinhas, boné, óculos e laçarotes. Hora de fotografar e fazer um álbum para mostrar aos colegas a vida feliz eram as férias na casa da vovó Candinha.

- Aqui nessa casa no meida floresta encontramos a verdadeira felicidade. Diz Kiko um dia netos, o que comandava todas as aventuras.

Chegava a noite, todos deitados em suas camas no mesmo quarto, atentos as histórias contadas pela querida vovó Cotinha, não faltava aventuras, assombração e mistérios, até que todos fossem traídos pelo sono.

As mesmas histórias eram repetidas, quando a vovó fingia ter esquecido.Todos gritavam:

- Vovó, conte a história dos bichinhos que moram aqui no sítio. Pedia Pedrinho seguindo outros, Kiko,

Nicolau, Juca e Beto.Esse o mais tranquilo.

Fiquem bem quietinhos, ou os bichinhos podem acordar e resolver vir participar da história. Pediu vovó Cotinha.

A vovó sentada em sua cadeira de balanço continua contando histórias, enquanto os meninos recostados em seus travesseiros começam a bocejar.

- Era uma vez, um gato muito travesso, chamado Mingau, tão peralta que perturbava até sua própria sombra achando que era outro gato.

Tinha um porquinho falante, reclamava de tudo, um cachorro preguiçoso que não arrastava o pé do lugar, só se mexia para espantar a mosca que pousava em sua orelha fazendo cócegas.

Tinha também um grande mentiroso, o papagaio Zarolho, fofoqueiro, tudo que ouvia ele espalhava, se nada ouvisse ele inventava fazendo a maior confusão entre os bichos.

Já estava quase esquecendo do salsicha, um cãozinho que apareceu num dia de chuva exigindo que o gato abrisse a sombrinha, pois estava resfriado.

A vovó achando graça na petulância daquele cãozinho minúsculo resolver finalizar a história. Ou nunca chegaria aí fim. Ao ver que todos estavam dormindo, cobriu com cuidado, apagou a luz e foi dormir.

Irá Rodrigues.

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