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Rosa branca

Rosas são bonitas de longe
Mas perigosas de perto
As pessoas são como as rosas, Fernanda
Nós apreciamos a sua beleza
Mas nos esquecemos que os espinhos que
Estão escondidos entre suas pétalas
São uma forma de auto defesa.

Somos corpos que produzem sensações
Durante os momentos em que não conseguimos
Segurar o choro
E controlar o sorriso.
É verdade que nós temos uma rotina tão puxada
E infelizmente, a vontade de falar
Acaba engolindo a necessidade de ouvir

Vivemos um tempo em que o
“Você está bem?”
É aplicado pela necessidade de sobrevivência
E não por uma questão psicológica.

Fernanda, você já olhou para o céu hoje?
Se o seu dia foi ruim
Imagine quando o céu está chorando
E ninguém percebe esse momento.
Você já sentiu uma impressão que
Todos os dias temos contatos com as pessoas
Mas tem momentos que
Eu carrego uma sensação de inexistência, sabe?
Meu corpo carrega marcas
Das palavras que eu ouvi
E das que eu não consegui dizer.
Minhas palavras são um conjunto de
Desejos de liberdade
E gritos de socorro.
Eu sou apenas uma pintura com
Traços que nem nenhum leitor
Conseguirá traduzir.

A verdade é que não são apenas
As palavras bonitas que salvam alguém
Mas é quando você se coloca no lugar da pessoa
E toda mudança acontece
Quando você percebe que
Só aprendemos a lidar com as nossas feridas
Quando sentimos ela doer.

Pedro, nós temos uma rotina puxada
Não é por escolha,
Mas por questão de sobrevivência.
Pedro, você não precisa carregar
O mundo nas suas costas
Solte esse fardo
E tire um tempo para você.
E como eu faria isso, Fernanda?


A mulher sorriu e disse:
Seja você mesmo
Se aceite!
E entenda que o doi hoje
Será uma experiência para a vida inteira
E lembre-se que o choro fragiliza o coração
Para que a sua alma entre em cena
E diga o que ela sente.

A sensação de inexistência que você tem
É um vazio que todo o ser humano possui
Por isso é necessário um equilíbrio
Entre a razão e a loucura.

Eles dizem que ficar em silêncio é uma fraqueza
Mas, vocês não fazem nem ideia das coisas
Que podemos ver daqui de dentro
E realmente,

“Só aprendemos a lidar com as nossas feridas
Quando sentimos ela doer.”
Mas não é apenas deixar doer
Mas é preciso
Refletir com elas também.

As conversas se tornaram curtas
Porque são muitas pessoas dizendo
“Eu te entendo”
Mas não viveram nem a metade
Do que você viveu
E isso cansa a gente, sabia?

E nosso corpo não é de uma rosa
Mas de um jardim inteiro
Demonstramos uma aparência tão forte
Mas até as flores mais fortes
Quando são tocadas
São desmontadas como um quebra-cabeça.
“Compartilhamos da mesma dor”
Perdemos pessoas
Mas ganhamos outras,
E quando queremos o nosso canto
É porque precisamos
Reiniciar o nosso coração
E reorganizar os pensamentos.
 
Eu já tive dias que me questionei
O porquê disso ou o porquê daquilo
Mas entenda que o processo de amadurecer
É saber reconhecer que
A dor pode até nos machucar
Mas nos ensina a viver.

A realidade doi
A sinceridade destrói
Reconstrói
E constrói laços entre as almas.

E a verdade é que pessoas que
Carregam um máscara de que
São fortes como o aço
Não se engane,
Elas são as que mais sofrem em silêncio.

O tempo vai te mostrar
O quanto você conseguirá suportar
A situação que você está passando
E o que vai te ensinar
É a reflexão que você faz sobre ele.

Rafael Silvaa
Enviado por Rafael Silvaa em 08/12/2019
Código do texto: T6813598
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Rafael Silvaa
Salvador - Bahia - Brasil, 26 anos
122 textos (1200 leituras)
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Rafael Silvaa