A casa ao lado
Sensitiva ao suave toque de mãos ainda trêmulas á descoberta sobre o que ao mundo omitia um homem de poucas palavras, entretanto olhares atentos e preocupados diante as noites e madrugadas; Observava Audrey a leve iluminação em uma simples casa a qual a ela despertara atenção, pois durante a noite ali um novo morador pouco visto algo cativante fruto de uma mente brilhante estava próximo a descobrir, aos olhos de alguns um homem misterioso, introspectivo e que comunicava-se através da linguagem de libras, à concepção de Audrey um alguém tenso no olhar, sempre fixos e alarmados mediante aos estudos realizados por ele, cujo mantinham-os em sigilo para o não alarde da população mundial em massa. Tony a pouco tempo morava em uma casa alugada e de baixa infraestrutura, notavam-se nele traços de um homem de origem Americana, Alemã ou Inglesa devido a sua estatura e olhos claros, mas, o que a Audrey intrigava era o porquê de tamanha apreensão nas poucas vezes em que ela o via durante o dia. Tony concluiu algo estarrecedor através de indícios, mapas, livros e evidências científicas contundentes sobre um fenômeno natural e de ampla destruição, que novamente após trezentos anos de atraso ocorreria, tremores oceânicos e terrestres de incalculável destruição, tratava-se da Falha de San Andreas. Tony era Norte Americano formado em Geologia, migrou ao Brasil em um leve desespero por não saber como lidar com tal situação, pois medo, complexidade e perplexidade são sinônimos em determinadas circunstâncias.
Audrey era uma jovem Ilusionista, amante e guardiã de místicos segredos aos quais por sua Profissão eram específicos e foi através de sua Arte que concluiu ela, o que o morador da casa ao lado em meio a cortinas fechadas seriamente estudava e investigava com extrema preocupação, porém cético de uma provável grande devastação a humanidade. Audrey residia há muitos anos na mesma Vila em que Tony à pouco tempo morava, mesmo sem conhecê-lo, o admirava e decidiu realizar uma tentativa, algo como uma jogada em um tabuleiro de xadrez para demonstrar a Tony o que também ela através da Arte do Ilusionismo ja então soubera. Com o intuito de aproximar-se de Tony e encoraja-lo a divulgar tal evidenciação, Audrey recorreu a conhecer a linguagem de sinais e após breves pesquisas em busca de informações sobre a gravidade e o risco de morte que grande parte da população Americana e mundial inevitavelmente corriam, passou a imaginar como ou de que forma, um sinal, algo escrito ou talvez ir diretamente suas primeiras palavras em meses a ele direcionar, uma maneira da qual o mundo, a mídia e as autoridades locais fossem urgentemente alertadas, respeitando ela Audrey a autoria de tamanha descoberta que pertencia a Tony, o mérito é dele. Tony era surdo e mudo, decidiu então Audrey recorrer a Arte da qual ela tanto apreciava e conhecia, o Ilusionismo, era esta sua potencial chave, a forma por ela adotada foi a manipulação da percepção, uma técnica Ilusionista de uma escolha que aparenta ser livre, porém é controlada; Optou Audrey em transmitir a Tony através da janela lateral de seu quarto, a mesma janela na qual por várias noites ela o observara através da linguagem gestual, os seguintes sinais formando a frase: O mundo precisa saber o que você sabe.
Seguindo Tony seu hábito de as cortinas levemente abrir sempre em torno as três horas da manhã, notou ele estar sendo visto por Audrey e interpretou ao vê-la o significado da frase que a ele ela transmitiu.
Tony olhou fixamente para Audrey e a ela respondeu através da linguagem de sinais: O mundo é um bom lugar e vale a pena permanecer nele, eu concordo com a segunda parte, pois o final de algo que ficará marcado nos livros de história, estudado e pesquisado cientificamente e incessantemente ao redor dos quatro cantos do mundo não será real, mas, será perfeito.